09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Natal e a Sagrada Família


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Em um tempo globalizado pela TV via satélite desde 1969, quando o homem deixou a Terra e pisou em outro astro, a Lua, vivemos um novo paradigma existencial. As religiões tradicionais e sérias perderam espaço para as imediatistas, milagreiras cristãs ou esotéricas, que prometem retorno financeiro, promovem o egocentrismo, disfarçado de sucesso e arrogância de humildade. Assim, refletir sobre Natal e a Sagrada Família não só é tema atual como necessário.

E a Sagrada Família que não existiria se não fosse a coragem e o coração magnânimo de José, que ficou tentado a abandonar a esposa grávida. Verdadeiro espírito de soldado, aceita a missão e cumpre as ordens divinas com determinação e resiliência. Não se intimida, vai ao Egito, retorna, visita Jerusalém, fica aflito, trabalha para a família até encontrar a morte. Talvez seja por isso que a Igreja o considere padroeiro da boa morte (CIC §1014). Certamente é exemplo para todos os homens.

É claro que Deus não precisava de um pai e uma mãe humana, isso apenas nos mostra seu imenso amor por nós. O Concílio Vaticano II chama a família, usando uma antiga expressão, de "Ecclesia domestica". É no seio da família que os pais são "para os filhos, pela palavra e pelo exemplo... os primeiros mestres da fé. E favoreçam a vocação própria a cada qual, especialmente a vocação sagrada" (§1656).

Assim, cada pai e cada mãe saiba que é chamado a fazer da sua uma sagrada família, dedicando a ela, como São José, todo seu esforço e seu amor. Desta forma, teremos um mundo mais feliz!


Mário Eugênio Saturno