10 de julho de 2026
Nacional

Polícia investiga morte de bebê após troca de remédio

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Pedreira - A polícia investiga se a causa da morte de uma menina de oito meses, no pronto-socorro de Pedreira (269 km de Bauru), tem relação com uma troca de medicamentos efetuada pela enfermeira que fez o atendimento.

Segundo Tarcis Goulardins Júnior, diretor-técnico da Fundação Beneficente de Pedreira (Fundep), que administra o pronto-socorro, Camily Euzébio da Costa chegou ao local na manhã de anteontem com náuseas. O pediatra receitou Dramin (medicamento antináuseas), mas a enfermeira, que não teve o nome divulgado, aplicou dipirona.

O bebê foi liberado, mas quando chegou em casa, cerca de uma hora e meia depois, voltou a passar mal e morreu depois de retornar ao pronto-socorro. Um laudo preliminar do IML indicou como causa da morte uma desidratação, parada cardiorrespiratória e cardiopatia hipertrófica - um problema congênito no coração. “Tenho certeza e posso garantir que a dipirona não causou nem precipitou a morte do bebê. Ela já nasceu com um problema no coração que pode causar morte súbita”, afirmou Goulardins Júnior. Segundo ele, se tivesse sido usado Dramin, a situação não seria diferente.

Uma sindicância foi aberta para apurar o caso e a profissional foi afastada preventivamente. Todos os profissionais que participaram do atendimento serão ouvidos, o que deve demorar cerca de um mês. A sindicância pode gerar desde advertência até a demissão da enfermeira.

A família aguarda o laudo definitivo do IML para decidir o que fazer.