Um motociclista morreu após colidir com um caminhão-tanque no final da tarde de ontem, em Bauru. Fábio Orlando Bórbara, 30 anos, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros em estado grave ao Pronto-Socorro Central (PSC), mas não resistiu aos ferimentos.
A vítima teve a perna direita amputada na altura do joelho e o braço direito dilacerado. Consciente, ele chegou a dar sua versão do ocorrido à polícia, mas morreu por volta das 21h, enquanto era submetido acirurgia no Hospital de Base.
O acidente ocorreu por volta das 17h45 na quadra 27 da avenida Rodrigues Alves, sentido Centro-bairro, nas imediações do viaduto da rodovia Marechal Rondon. Segundo relato da vítima à polícia, o condutor do caminhão, Lucas Rodrigues da Silva, 51 anos, estaria na faixa direita da avenida e teria manobrado para a esquerda no momento em que a moto fazia uma ultrapassagem.
Bórbara teria tentado acompanhar o movimento e buzinou para avisar o motorista, mas ficou encurralado entre a mureta do canteiro central e o caminhão, que levava dois reboques carregados com álcool. A vítima acabou perdendo o controle da direção, bateu contra os pneus do veículo e foi arrastada por cerca de dez metros.
A violência da colisão ficou marcada no asfalto, onde restaram um rastro de sangue, um sapato e um pedaço da calça jeans que Bórbara vestia. A moto, uma Honda CG Titan KS cinza, com placas de Bauru, ficou com a parte dianteira destruída.
Jorge Luís de Oliveira, 32 anos, foi um dos primeiros a chegar ao local do acidente. De acordo com ele, o motociclista, mesmo ferido, permaneceu lúcido até a chegada do resgate. "Ele só perguntava e repetia: ?Onde está o motorista? Onde está o motorista??. Pedi para ele ficar calmo. Mesmo sem a perna, ele não reclamava de dor, não estava apavorado com aquilo tudo. Acho que estava anestesiado", relembra.
Os bombeiros chegaram rápido e, enquanto os primeiros-socorros eram prestados, o Policiamento de Trânsito disciplinava o tráfego no trecho, que ficou sobrecarregado. Durante quase meia hora, toda a quadra 27 da avenida no sentido Centro-bairro permaneceu interditada.
Por volta das 18h10, apenas meia pista foi liberada. O fluxo de veículos só voltou à normalidade cerca de uma hora depois, quando a Polícia Científica concluiu os trabalhos periciais.
O motociclista era morador de Agudos e trabalhava como soldador em uma empresa localizada a menos de 30 metros de distância do local do acidente. Menos de uma hora depois de ser internado, ele recebeu a visita de policiais militares, que colheram seu depoimento no Hospital de Base antes que ele fosse operado.
O caminhão, um Volvo FH 12, com placas de Rio Claro, iria entregar o combustível em uma distribuidora de Bauru. Apesar da insistência da reportagem, o motorista disse que não tinha nada a dizer porque não viu a moto e se recusou a contrapor as informações prestadas pela vítima.