11 de julho de 2026
Esportes

Mundial de clubes: Neymar não teme ser alvo de ?caça?


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O atacante Neymar chega ao Mundial de Clubes da Fifa como principal atração e esperança do Santos, mas garante que não se preocupa com a possibilidade de ser "caçado" dentro de campo pelos adversários, como tem sido comum nas partidas disputadas no Brasil. O astro sabe que será alvo de atenção dos oponentes, mas não teme entradas violentas. Porém, ressalta que a competição será complicada para o time paulista.

"Se os nossos adversários me derem um pouco de espaço seria bom porque eu estou sempre recebendo faltas", disse Neymar, nesta sexta-feira, na primeira entrevista coletiva do Santos no Japão. "Mas este é o Mundial de Clubes. Há muitos times bons aqui e sabemos que os jogos serão difíceis".

O Santos vai entrar em campo no Mundial de Clubes apenas na próxima quarta, quando a equipe enfrentará o vencedor do duelo entre Monterrey, do México, e Kashiwa Reysol, do Japão, que será disputado neste domingo. A expectativa, porém, é para um confronto contra o Barcelona em uma possível decisão da competição.

Neymar lamentou a ausência do volante Adriano, que está contundido e poderia ser o responsável por marcar Lionel Messi. "Ele fará muita falta", disse. "É uma grande perda, especialmente para ele porque estava curtindo um momento maravilhoso em sua carreira", disse o santista, admitido que será difícil parar o astro argentino. "Eu sempre disse que Messi é o melhor jogador do mundo neste momento", afirmou. "Pará-lo é muito difícil, mas estamos procurando maneiras".

Jogador mais assediado do Santos no Japão, Neymar declarou que se surpreendeu com a recepção e o carinho recebido em Nagoya, onde a equipe está se preparando para o Mundial de Clubes. "Chega a surpreender. Ser reconhecido do outro lado do mundo me deixa muito feliz. Agradeço a todos pelo carinho, a todos os japoneses. Fui recebido muito bem aqui".


Treino

O Santos fez nesta sexta o seu primeiro treino no horário do jogo da próxima quarta contra o ganhador do confronto deste domingo entre Kashiwa Reysol e Monterrey. E, para os jogadores irem se habituando à temperatura que encontrarão durante a partida, o técnico Muricy Ramalho os deixou em campo por uma hora e meia - das 19h30 às 21h - sob uma temperatura de quatro graus.

Muricy Ramalho tomou a decisão de alterar a programação - os treinos estavam marcados para começar sempre às 17h30 - depois de ter sentido na pele o frio cortante que faz no Toyota Stadium, palco de todos os jogos até o próximo dia 14. Ele esteve lá na última quinta para ver o Kashiwa em ação contra o Auckland City.

O treino deste sábado também será às 19h30 (6h30 no horário de Brasília). No domingo, os jogadores vão ter de pular cedo da cama porque o treino está marcado para as 10h. Há um bom motivo para essa mudança: Muricy Ramalho quer ter a tarde livre para ir a Toyota acompanhar a rodada dupla que definirá os adversários de Santos e Barcelona nas semifinais - na preliminar de Kashiwa e Monterrey jogarão Esperance e Al-Sadd. Na segunda, o treino volta a ser às 19h30 e no dia seguinte, véspera da estreia, será ainda mais tarde: 20h30, no Toyota Stadium.


Ganso

A DIS - ligada ao Grupo Sonda - comprou no último fim de semana mais 10% dos direitos econômicos de Paulo Henrique Ganso e agora tem 55% contra 45% do Santos. A parte adquirida no último sábado por R$ 5 milhões pertencia ao jogador e não interessou ao presidente Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro nem aos integrantes da Teisa, a empresa de investimento formada por empresários santistas.

Por contrato, o Santos teve um mês a partir do momento em que foi comunicado da intenção da DIS para decidir se pagava os R$ 5 milhões para Paulo Henrique Ganso. O prazo venceu no dia da reeleição de Luís Álvaro, a 48 horas do embarque para o Mundial de Clubes da Fifa, e a resposta foi "não".