08 de julho de 2026
Geral

Período é bom para fazer cursos

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 3 min

A época também é ideal para quem busca se diferenciar no mercado com cursos de aprimoramento profissional. No Senac/Bauru, por exemplo, janeiro abrigará cursos de depilação e Ventosaterapia e Moxabustão, técnicas terapêuticas e estéticas oriundas da medicina chinesa. Marilize Nunes Soares, de 23 anos, trabalha como vendedora numa loja de celulares. No período noturno é aluna do curso de Massoterapia da instituição.

Apesar de estar no período de férias curriculares, ela quer aproveitar o máximo dos meses sem aulas regulares para estar "tinindo" quando o curso retornar, no ano que vem. "Quero estar com todo o gás. É o período ideal para eu aperfeiçoar os meus conhecimentos", considera.

Olho na tela

Férias também é tempo de atualização cinematográfica. Quem não está a fim de encarar a fila da pipoca para ver os lançamentos nas telonas ? um dos mais aguardados para o período é a estreia ?solo? do Gato de Botas ? pode encontrar boas opções e promoções para o período nas videolocadoras da cidade.

O setor, um tanto prejudicado pelos filmes baixados na Internet, reencontra fôlego com os recentes lançamentos em alta definição no formato Blu-Ray. Numa grande locadora da cidade, o contingente de clientes que busca filmes neste formato já está na casa dos 20%, comenta a gerente da rede, Juliana Moreira. "Depois que você vê o filme com essa qualidade do Blu-Ray você não troca por outro formato", recomenda.

Contudo, seja no DVD ou no novo formato, a expectativa no setor em Bauru é aglutinar o dobro de clientes no período de férias. Para dezembro e janeiro, entre os lançamentos mais aguardados estão a aventura do "Capitão América", as loucuras da despedida de solteiro de "Se Beber Não Case 2", "Harry Potter e As Relíquias da Morte Parte 2" e "Lanterna Verde".

? Serviço


Senac/Bauru : (14) 3321-3199. Zoológico: (14) 3231-2632. Sky Radical: (14) 3227-2112

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Tempo de descanso é importante, diz consultor


Na dificuldade em desplugar totalmente do cotidiano, muitos profissionais tiram férias "à granel" ou seja, picotam os trinta dias em diferentes períodos no decorrer do ano.

Além da maior dificuldade em desapegar do batente esses profissionais, analisam especialistas, também encontram problemas ao retornar à rotina, já que o tempo de descanso foi insuficiente. "Muita gente se impõe a pena de carregar o mundo nas costas. São pessoas que, normalmente, acreditam que as coisas não acontecem se elas não estiverem presentes e cuidando de todos os detalhes. Elas sofrem muito com este comportamento", analista Vicente Sevilha Júnior.

Autor do livro "Como Nasce Uma Empresa, Sevilha Júnior é especialista em planejamento financeiro. Segundo ele, muita gente está propensa a "auto recusa" do descanso pleno devido à aparência de abnegação ou altruísmo que isso pode representar. "O problema é que, a médio e longo prazo, este tipo de comportamento traz uma série de patologias muito sérias, que podem levar a sérias consequências à saúde", alerta.

Gente que tira os trinta dias integralmente mas que leva para a praia ou campo todas as bugigangas inerentes ao trabalho estão no mesmo time, lista ele. "As férias devem ser pensadas como uma necessidade, mas também uma oportunidade. Use-a como um marcador importante de seu desempenho cotidiano e esforce-se para que, quando chegar a hora, você possa descansar e aproveitar os frutos de seus esforços", recomenda.

Para a doutora em Psicologia Regina Paganini Furigo, muitas pessoas não conseguem o desapego total porque o trabalho, para elas, é uma espécie de RG. Ou seja, segundo ela, que é coordenadora do curso de Psicologia da Universidade Sagrado Coração (USC), há uma confusão entre identidade e profissão. Mas não é apenas isso que resulta em férias picadas espontaneamente, analisa: "essa fragmentação é inerente à nossa época. Há também a questão da identidade e um terceiro fator: tempo é dinheiro", admite. Por outro lado, ressalva a psicóloga, o equilíbrio é necessário também para quem sai de férias integralmente.

"Não adianta a pessoa se matar o ano todo pensando apenas nos trinta dias. Extremo nunca é legal. Tenha pequenos e regulares descansos ao longo dos outros 11 meses", recomenda.