11 de julho de 2026
Internacional

Presidente Medvedev discorda de manifestações por novas eleições


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Moscou - O presidente russo, Dmitri Medvedev, expressou ontem as divergências com as críticas formuladas pela oposição nas manifestações históricas de sábado contra supostas fraudes eleitorais do último pleito parlamentar. Em sua conta no Facebook, o líder deixou claro que não concorda com as demandas e acusações.

"Não concordo com as faixas nem com as declarações dos manifestantes", disse Medvedev em referência às denúncias de fraudes generalizadas na apuração dos votos para beneficiar o Rússia Unida, partido governista liderado pelo primeiro-ministro Vladimir Putin.

Medvedev recordou que os russos são livres para expressar suas opiniões em manifestações nas ruas, desde que não violem as leis.

A posição do presidente chega horas após centenas de russos terem voltado às ruas de algumas capitais regionais da Rússia para contestar, pelo segundo dia consecutivo, os resultados das eleições parlamentares de domingo passado no país, alvo de acusações de fraude, e exigir novo voto.

A manifestação mais numerosa permitida pelas autoridades foi realizada na cidade de Perm, onde mais de 800 pessoas, segundo fontes policiais citadas pela agência de notícias "Interfax", protestaram contra o partido governista Rússia Unida, liderado pelo primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, candidato à Presidência no pleito de março.

Em Moscou, cerca de 300 nacionalistas protestaram em frente ao Kremlin por mais participação na política russa. Pouco mais de cem pessoas se congregaram em atos de protesto não autorizados nas cidades siberianas de Novosibirsk e Omsk.

Os manifestantes de Novosibirsk, convocados pelos partidos da oposição, exigiram novas eleições em todos aqueles colégios eleitorais onde a RU obteve mais da metade dos votos.

Enquanto isso, a polícia libertou ao longo deste domingo a maioria das mais de 130 pessoas detidas no sábado durante as manifestações do maior movimento de protesto na Rússia em mais de 15 anos.

Doze pessoas foram libertadas em Pyatigorsk, capital da região de Stavropol, e outras 12 em Tula, todas elas detidas no sábado por participarem de protestos não pactuados com as autoridades.

As manifestações de ontem, embora menos numerosas, dão continuidade à causa das dezenas de milhares de russos que saíram às ruas no sábado em cerca de 50 cidades de todo o país sob o lema "por eleições limpas".

Anteontem, os manifestantes de Moscou haviam denunciado fraudes nas eleições legislativas de domingo passado e exigiram às autoridades a realização de novos pleitos parlamentares, a libertação dos presos políticos e a investigação de todas as irregularidades eleitorais.

Mais de cem pessoas foram presas durante a maior manifestação no país desde o primeiro mandato do primeiro-ministro Vladimir Putin, em 2000.