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Malavolta Jr. |
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Os enfeites em TNT na cor vermelha foram colocados junto com cartaz de protesto |
Em protesto, o viaduto inacabado recebeu decoração natalina pelo segundo ano consecutivo. Os enfeites em TNT na cor vermelha e as bolas típicas desta época foram acompanhados por cartazes com palavras como ‘descaso’ e ‘SOS’. A iniciativa partiu do grupo Resgate de Bauru, que informou ter reunido 38 pessoas no ato realizado ontem à tarde.
“O viaduto inacabado simboliza tudo de errado que a administração pública fez nos últimos anos. É o descaso para com a sociedade”, explica Carlos Alexandre de Carvalho, líder do movimento. De acordo com ele, seis deficientes físicos também integraram o grupo, mas não conseguiram atingir a alça por falta de acesso.
“Também foi uma forma de reclamar das calçadas”, explicou. Quem chegou ao topo conseguiu ainda verificar uma espécie de ‘lagoa’ com água parada, repleta de larvas, formada dentro do viaduto, que teve uma tampa de sua estrutura arrancada.
No final de outubro, o prefeito Rodrigo Agostinho e o secretário municipal de Obras, Eliseu Areco Neto, assinaram o contrato com a empresa de engenharia Bema Empreendimento, Importação e Construções Ltda., de Piracicaba. Ela é a responsável pela construção do viaduto, que interligará os bairros Vila Falcão e Jardim Bela Vista. A empresa foi a primeira classificada no processo licitatório realizado pela Prefeitura com o custo de R$ 5.916.763,84.
Alguns dias depois, os vereadores de Bauru aprovaram em sessão legislativa projeto de lei que solicitava autorização da Câmara para que a prefeitura firmasse acordo judicial no valor de R$ 9 milhões com a empreiteira Camargo Corrêa. A dívida é referente à execução de parte da primeira alça do viaduto inacabado. O valor é extremamente menor que os R$ 17 milhões negociados inicialmente e denunciados pelo Jornal da Cidade.
A dívida do município com a empreiteira refere-se às diferenças de medições na obra e atrasos de pagamentos por parte da prefeitura por conta da execução da primeira alça na gestão Tidei de Lima, além da instalação da estrutura na gestão Izzo Filho.