09 de julho de 2026
Regional

Vagão com gasolina sai dos trilhos

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Cafelândia - Um vagão carregado com gasolina descarrilou na noite de anteontem, por volta das 23h45, no perímetro urbano de Cafelândia (83 quilômetros de Bauru). Por sorte, ninguém se feriu e não houve vazamento de combustível. Este foi o quinto descarrilhamento de trem ocorrido na região em apenas dois meses.

A composição que saiu dos trilhos em Cafelândia seguia em direção a Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, a América Latina Logística (ALL), concessionária que administra a malha ferroviária, informou que abrirá sindicância para apurar as causas do acidente.

No dia 12 de outubro, por volta das 19h, em Presidente Alves (56 quilômetros de Bauru), cinco vagões carregados com celulose saíram dos trilhos e danificaram pelo menos 80 metros de linha, segundo informações do Sindicato dos Ferroviários.

Um dia depois, por volta das 7h30, seis vagões tombaram e dois descarrilaram no trecho de linha férrea entre Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) e Borebi. A composição, com 32 vagões carregados com óleo diesel, seguia para Campo Grande. Segundo a ALL, não houve vazamento de combustível.

No dia 14 de outubro, por volta das 6h, três locomotivas e dois vagões de uma composição de 80 vagões vazios que seguia em direção à cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, descarrilaram também em Lençóis Paulista. Um maquinista e um auxiliar sofreram ferimentos leves.

No dia 9 de novembro, por volta das 14h, seis vagões de um trem que transportava 480 toneladas de celulose tombaram no trecho que corta o distrito de Rubião Junior, em Botucatu. A composição, com 55 vagões, seguia da cidade de Três Lagoas para Santos.

Anteontem à tarde, em Bauru, três vagões carregados com celulose, além da locomotiva que puxava a composição, tombaram por volta das 15h15, na Vila São Manoel. O trem, com 45 vagões, seguia de Campo Grande para Santos. Não houve feridos e nem derramamento da carga. Contudo, o tombamento da locomotiva provocou uma fenda no tanque de combustível e cerca de 4 mil litros de óleo diesel vazaram no solo.

Em matéria recente, o coordenador-geral do Sindicato de Trabalhadores e Empresas Ferroviárias de Bauru, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, José Carlos da Silva, disse que já denunciou várias vezes as condições precárias da via férrea.

A ALL, por sua vez, informou que investe anualmente cerca de R$ 650 milhões em segurança nas operações ferroviárias sob sua concessão. Somente na região de Bauru, a companhia afirma estar investindo este ano cerca de R$ 10 milhões para manutenção da via, com troca de dormentes e trilhos, substituição de lastros e nivelamento em todo o trecho.