08 de julho de 2026
Bairros

Consumidores questionam cobranças elevadas do DAE

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Nos últimos dois dias, o atendimento do Departamento de Água e Esgoto (DAE) instalado no Poupatempo teve grande procura de pessoas buscando a revisão dos valores cobrados na conta d’água de dezembro. A autarquia alega estar cobrando neste mês valores que não contabilizou na fatura de meses anteriores. A empresa não informou ao JC o motivo de não ter cobrado corretamente no momento devido, e nem o que de fato causou o descompasso das cobranças.  Tudo leva a crer que houve um erro nos cálculos.

Jerônimo Ribeiro Loyola disse ao JC, ontem, que reside sozinho em um imóvel na Pousada da Esperança I e não aceita em hipótese alguma pagar R$ 28,94 de conta de água. Ele concorda em pagar somente os valores de R$ 5,94 e R$ 3,56, respectivamente, referentes ao consumo de água e esgoto. Em sua conta há uma relação de débitos que extrapolam em muito o valor admitido como plausível pelo consumidor. Loyola acrescenta que, em abril, acionou judicialmente a autarquia pelo mesmo problema.

Já um funcionário público municipal, que pediu para não ter seu nome divulgado pelo temor de represálias, definiu como absurdo o valor cobrado em sua conta. Ele mostra a fatura paga em novembro com o valor de R$ 27,93, contra R$ 62,85 cobrados em dezembro. 

José Lopes da Costa reclamou da conta de R$ 205,93 de um imóvel na Vila São Paulo em que funciona a sede de uma igreja evangélica. Costa não entende como o valor pode ser tão alto já que a comunidade religiosa se reúne somente duas vezes por semana. Ele diz que o hidrômetro foi trocado há 15 dias e, então, veio a conta com valor também definido como absurdo.

Valores absurdos nas contas também foram contestados anteontem por João Décio, José Carlos Santos, José Alves de Carvalho e José Aparecido Pereira, consumidores que foram ao Poupatempo. Carvalho fez um histórico da evolução do valor das suas últimas quatro contas como argumento de que algo está muito errado no DAE.

Ele comenta que, de uma cobrança de R$ 71,00, sua reclamação fez o valor cair R$ 30,00, com a cobrança de R$ 41,00. No mês seguinte, o consumo caiu ainda mais, descendo para R$ 36,00. Neste mês, subiu para R$ 51,00.

O DAE, por intermédio do diretor financeiro Walker Hojas Petinuci, ressalta que os valores cobrados são relativos a uma diferença de consumo não tarifada na conta referente a setembro deste ano, identificadas nas contas de novembro sob os códigos 301, 302 e 881. Ele descarta a possibilidade de novas adulterações dos valores.