Era uma vez... uma cidade na qual todos possuíam empregos, cada família tinha sua casa, com um jardim e seu animalzinho de estimação no quintal. As ruas eram limpas, todos tinham acesso ao sistema de saúde pública, que funcionava maravilhosamente bem. Não havia roubos nem violência e as crianças freqüentavam as aulas, onde adquiriam muitos conhecimentos, respeitavam seus mestres e depois divertiam-se com os amigos... Havia paz e bem em todos os lugares... O despertador tocou.... que pena!!!! Foi um sonho!!!! Como eu gostaria que fosse realidade, que todos pudessem ter uma vida digna.
Rumo ao trabalho, mais uma vez me deparei com os meninos do semáforo com seus limões voadores, meu rosto ficou vermelho. Reflexo da luz de parada obrigatória? Vergonha por não saber de quem é a responsabilidade por estarem ali? Será dos governantes que não geram empregos para os pais? Será dos pais que permitem que os filhos ali estejam? Será minha ao dar ou não alguma coisa a eles?
Não! Meu rosto queimava de indignação, por fazer parte de um mundo injusto, onde muito se fala e pouco se faz, a começar pelos altos escalões!
O limões estão lá, mostrando a azeda realidade de tantos, mas como diz o ditado: "Basta acrescentar açúcar e teremos uma doce limonada para essas crianças"! Quem pode trazer o açucareiro?
Flávia Cavalheri Navarro