09 de julho de 2026
Pesca & Lazer

Paranapanema recebe 373 mil peixes


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De 16 a 23 de novembro, a Duke Energy deu sequência ao seu programa de repovoamento da Bacia do Paranapanema soltando 373 mil peixes jovens nos reservatórios das hidrelétricas Jurumirim, Chavantes, Salto Grande, Taquaruçu e Rosana. Com essas ações, a companhia completa o lote anual de 1,5 milhão de peixes de espécies nativas soltos no Paranapanema, onde detém a concessão de oito hidrelétricas.

De acordo com o biólogo da empresa, Norberto Vianna, no mês passado, o repovoamento foi feito com curimbatá ? espécie com presença ao longo da Bacia do Paranapanema. "Esta foi uma das últimas espécies a serem reproduzidas neste ano, em nossa Estação de Hidrobiologia e Aquicultura, e agora que os peixes atingiram o tamanho adequado ao repovoamento, serão soltos em diversos pontos da Bacia", conta Vianna, que é coordenador do programa.

Ainda segundo o biólogo, no primeiro semestre a Duke Energy soltou peixes das espécies dourado, piracanjuba e pacu, em seus reservatórios no Paranapanema e em rios tributários, isto é, afluentes que deságuam nestas represas.

Além das solturas, há um trabalho de educação ambiental realizado pela companhia nas comunidades ribeirinhas, em parceria com escolas municipais. A engenheira ambiental da Duke Energy, Luciana Menegatto, fará palestras para alunos da rede pública em Ribeirão Claro (PR) e Capão Bonito e Teodoro Sampaio (SP).

"Tratamos da reprodução de peixes e dos benefícios ambientais e sociais do repovoamento do Paranapanema, e ressaltamos a importância do envolvimento de todos para a proteção e recuperação dos recursos naturais", explica Menegatto. Depois, os alunos têm a oportunidade de acompanhar as solturas dos peixes.

Nova pesquisa

Visando incrementar ainda mais seu programa de manejo pesqueiro, a Duke Energy inicia um novo estudo das populações de peixes nos reservatórios das hidrelétricas que opera. A pesquisa resultará em informações importantes para o repovoamento da Bacia do Paranapanema, como o número ideal de peixes e as espécies mais indicadas para os diferentes locais de soltura.

"Vamos estudar, nos reservatórios, quais espécies estão utilizando os tributários do rio Paranapanema como rota de migração para reprodução e investir em outras espécies que não se reproduzem naturalmente", comenta Vianna. "Para isso, utilizaremos uma técnica inédita, que concilia a coleta e análise genética de ovos e larvas de peixes, para chegarmos a respostas sobre quais peixes se reproduzem naturalmente em cada área."

Segundo ele, serão contemplados os reservatórios de Salto Grande até Rosana. O projeto irá durar três anos. As coletas terão início em 2012, e o trabalho será feito em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL).