08 de julho de 2026
Internacional

Bebida adulterada mata ao menos 131

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Nova Délhi - Chegou a 131 o número de pessoas que morreram após ingerirem no leste da Índia bebidas alcoólicas adulteradas, que continham um produto tóxico. Outras 349 pessoas estão hospitalizadas, 50 delas em estado crítico. O balanço foi confirmado por Narayan Swarup Nigam, secretário do governo no distrito de 24-Parganas, no Estado de Bengala.

De acordo com Nigam, em pelo menos 20 vítimas os exames detectaram a presença de metanol, o que gerou o temor de que este dissolvente tóxico utilizado como combustível seja a causa dos envenenamentos fatais. “Encontramos metanol no estômago de pelo menos 20 vítimas, mas esta pode não ser a única causa da morte. Estamos investigando”, declarou Chiranjib Murmu, diretor de um hospital.

A bebida alcoólica que foi adulterada é conhecida localmente como Cholai e, segundo informaram fontes à imprensa local, tinha sido fabricada em outras cidades e na própria Sangrampur.

De acordo com meios de comunicação indianos, a maioria das mortes aconteceu por problemas respiratórios e de insuficiência cardíaca. A maioria das vítimas é de camponeses ou condutores dos riquixás que consumiram o álcool de fabricação caseira em postos de licores - a princípio foi divulgado apenas um estabelecimento - próximo à estação de trem da localidade de Sangrampur.

Entre os mortos se encontram vários menores com entre 10 e 15 anos de idade, segundo declarou ao jornal “Indian Express” um médico do hospital Diamond Harbour, centro no qual foram internadas 135 pessoas afetadas pelo envenenamento.

A chefe de governo de Bengala, Mamata Banerjee, anunciou uma investigação e a prisão de quatro pessoas. Ela culpou o governo anterior da região, liderado pelos comunistas, de fazer vista grossa perante o negócio ilegal de licor e detalhou que quando tentaram pôr fim a esta prática tiveram “que enfrentar a resistência de diferentes setores”.

A Índia registra um consumo elevado de bebidas alcoólicas produzidas clandestinamente pelo baixo preço.