10 de julho de 2026
Política

Paulo Skaf projeta crescimento de 2,6% do PIB em 2012

Por Wilson Marini | Rede APJ
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, defendeu nesta semana a competitividade como saída para enfrentar a crise internacional que, segundo ele, ainda não afetou a economia brasileira. Energia elétrica, logística e juros são custos que afetam gravemente a indústria e que dificultam a competição com outros países. A guerra dos portos e a guerra fiscal entre os estados também tiram competitividade dos produtos nacionais, segundo ele. Como solução para a economia em 2012, Skaf destacou entre outros pontos a necessidade de mais crédito e resolver o problema do câmbio “que é volátil, livre, difícil de controlar”.


“O País marcou passo em 2011. Não avançamos. A nossa economia esfriou”, disse Skaf . “Foi um erro a subida dos juros no primeiro semestre. Errada a preocupação com a demanda. Sem demanda, não há investimento, sem investimento não há emprego e sem emprego não há consumo. Geramos mais empregos industriais fora do Brasil do que aqui”. Skaf chegou a usar a expressão “irresponsabilidade” ao analisar o desempenho do primeiro ano do governo Dilma em relação à economia e disse que a Fiesp não tinha nada a comemorar e nem a elogiar em relação ao governo.


“O câmbio irreal rouba a competitividade brasileira. Há necessidade de medidas para preservar os interesses do Brasil, das pessoas, dos trabalhadores”. A falta de competitividade segundo ele não é só um problema da indústria “mas do país”.


O presidente da Fiesp defendeu que o governo federal precisa criar condições para reduzir a taxa básica de juros para níveis mais próximos do patamar internacional. “O Brasil não pode ter medo de crescer. No ano inteiro alertamos que se não fossem tomadas medidas compensatórias no sentido de evitar importações predatórias, teríamos um deficit na balança comercial de manufaturas de US$ 100 bilhões. Isso é prejuízo, é exportar 2 milhões de empregos para outros lugares, ruim para a indústria porque não é a ela que falta competitividade, não tem culpa do real sobrevalorizado”.

Para Skaf, “ficamos seis ou sete meses discutindo a troca de ministros”. Segundo ele, “reconhecer um erro é um mérito”, mas o país “não pode ficar por conta da troca de ministros e fechar o ano de 2011 só com essa marca”.


Confira a matéria completa na edição de amanhã do Jornal da Cidade.