O jogo de ontem entre Santos (0) e Barcelona (4) deu a lógica. Politicamente, o povo brasileiro não teria nada o que comemorar, pois a inflação voltou com tudo novamente e continuamos deitados em "berço" esplendido como sempre. Eles já estão em férias antecipadas e o povão trabalhando bastantão para sustentá-los. Continuamos sendo um país de terceiro mundo, onde nada fazemos para mudar esta geografia. A academia do Barcelona nos mostrou que temos que ter conjunto e união para sairmos deste mundinho, enjaulados dentro de várias coleiras políticas e religiosas. Quem sabe daqui a mil anos o brasileiro acorda.
Aldo Wellichan
SANTOS E BARCELONA
Entre preto e branco ou azul e grená, Neymar ou Messi a estrela que brilhou mais foi a coletividade. Esse jogo foi um claro exemplo de que no futebol as vitórias se dão por conta da coletividade. O Santos tinha o Neymar e o Barcelona o time todo.
Numa arena de duelo onde o primeiro mundo enfrentava o último mundo havia uma esperança ao menos no meio futebolístico. Neste último domingo, parte do mundo parou, não devido à crise econômica, mas para assistir uma partida de futebol. O duelo era entre Golias e Davi ou o elefante contra a formiga. A impressão que se tinha era que pela força do futebol não tinha mais ricos ou pobres, primeiro ou último mundo. Tinha apenas a paixão pelo futebol.
Tudo isso antes da bola rolar, pois, após o início da partida, percebeu-se a diferença entre a elite do futebol e a plebe. É lindo ver o Barcelona brincar. Foi louvável também a atitude dos atletas alvinegros da baixada santista. Perderam vendo um lindo espetáculo por parte do adversário sem agredir ninguém. Na democracia do futebol, venceu a arte, a poesia e a beleza. Como disse Neymar após o jogo: foi uma aula de futebol. Espero que o time do Santos e o futebol brasileiro tenham aprendido.
Márcio Alexandre da Silva - professor de filosofia