08 de julho de 2026
Internacional

Filipinas enterram seus mortos: 927

Reuters
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Iligan - Agências de ajuda humanitária entregaram ontem alimentos, água, medicamentos e sacos para transportar cadáveres aos abrigos de emergência lotados no sul das Filipinas, após a morte de centenas de pessoas nas enchentes causadas por um tufão. As autoridades deram ordens para que os corpos sejam enterrados rapidamente para impedir a disseminação de doenças

O número de mortos chegou a 927, informou o conselho de monitoração de desastres do governo local.

Novos corpos foram resgatados nas cidades portuários de Cagayan de Oro e Iligan na ilha de Mindanao, as mais afetadas pela tragédia.

“São 927 mortos. Ainda existem muitos desaparecidos”, informou Benito Ramos, chefe do Conselho Nacional de Desastres e Condução de Riscos

O número de vítimas superou os 464 que morreram em 2009, quando uma tempestade tropical trouxe fortes chuvas à ilha de Luzón, inundando a capital, Manila, quase inteiramente.

Cidades inteiras e centenas de casas foram danificadas pelas enchentes decorrentes das chuvas da tempestade tropical Washi na região.

A imprensa local e parte da população culpam o governo por não ter emitido alertas antes da tempestade tropical, enquanto as autoridades alegam que os moradores não se prepararam em plena época de chuvas.  Entre a tarde de sexta-feira e a madrugada de sábado, a tempestade Washi descarregou em Mindanao mais quantidade de água que tudo o que caiu na região durante um mês de estação chuvosa.  Os analistas das agências internacionais identificam a “favelização” como o principal fator do grande número de mortes provocadas pelos desastres naturais, que evidenciam o estado precário das obras de infraestrutura no país.