08 de julho de 2026
Nacional

Governo intervém para evitar greve dos funcionários das aéreas

Por Reuters
Atualizada às 20h30<
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Com a mediação do governo, as empresas aéreas e os sindicatos dos funcionários estão perto de chegar a um acordo que deve impedir a greve de 24 horas anunciada para começar as 23h de quinta-feira, disseram à Reuters uma fonte do governo e outra de um dos sindicatos.

Segundo as duas fontes, o governo pressionou para que as empresas aéreas elevassem a proposta de reajuste salarial dos aeronautas (que trabalham a bordo) e aeroviários (que trabalham em terra) para 6,5%.

Os trabalhadores estavam reivindicando 10%, mas as empresas só estariam, antes do pedido do governo, dispostas a conceder 3%.

A nova proposta será submetida a assembleias em diversos aeroportos. A expectativa é de que a resposta final seja dada na quinta-feira, após as 15h, quando terminam as últimas assembleias.

 

Companhias aceitam aumentar índice de reajuste

As companhias aéreas aceitaram hoje conceder um pequeno aumento de ganho real, acima da inflação, para os trabalhadores do setor, que ameaçam deflagrar greve amanhã (22) nos aeroportos do país.

O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) concordou em dar um aumento de 6,5% aos funcionários, além de manter o que já havia sido acordado, de ganho de 10% nos pisos salariais, nos tíquetes-alimentação e nas cestas básicas, além da criação de um novo piso salarial para operadores de transporte.

“Temos duas novidades a serem levadas para as assembleias amanhã. Uma delas é uma proposta diferente da colocada anteriormente. E a outra é a decisão do TST [Tribunal Superior do Trabalho], que nós não recebemos oficialmente ainda e sabemos apenas pela imprensa. Mas medida judicial não se discute, a gente cumpre. O nosso departamento jurídico vai analisar, sob os aspectos legais, e levaremos à assembleia”, declarou o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Celso Klafke.