10 de julho de 2026
Política

Autarquia instala primeiros hidrantes após a lei de 2010

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Mais de um ano depois da aprovação da lei municipal que obriga a proprietários de construções com mais de mil metros quadrados entregarem um hidrante ao Departamento de Água e Esgoto (DAE), a autarquia instalou os dois primeiros equipamentos na Avenida Nações Norte. Os trabalhos foram concluídos na tarde de anteontem. No entanto, a autarquia precisa providenciar a instalação de, pelo menos, mais 108.

Um hidrante foi colocado na altura do Jardim Progresso e o outro, na do Jardim Marília. O objetivo é garantir o atendimento aos bairros adjacentes em casos de emergência, principalmente do Distrito Industrial 3, em razão das empresas instaladas no local. Por se tratar de via rápida, a Nações Norte facilita o abastecimento de caminhões.

Os locais das instalações foram previamente determinados pelo Corpo de Bombeiros e os testes de vazão e pressão foram efetuados na manhã desta terça-feira pelo diretor da Divisão Técnica da autarquia, Manuelino Câmara Filho. O presidente do DAE, Fábio Lara, e o comandante do Posto do Corpo de Bombeiros na cidade, tenente Tozi, entre outros servidores e bombeiros, acompanharam os referidos testes.

"Os hidrantes têm uma vazão aproximada de 700 a 1.000 litros de água por minuto e 100 MCA (Metros por Coluna de Água) de pressão", segundo Câmara Filho. Com esses dois novos hidrantes, a cidade de Bauru passou a contar com 114 pontos de água, conforme cadastro do Geoprocessamento da autarquia.

O vereador Gilberto dos Santos (PSDB) é autor da lei e comemorou a instalação dos primeiros hidrantes, bem como a entrega ao DAE do quarto equipamento após a aprovação da regra.

Existe um projeto tramitando na Câmara Municipal para afrouxar os critérios que exijam a doação de um hidrante, tornando a medida obrigatória apenas para construções com mais de cinco mil metros. No entanto, a proposta enfrenta resistência entre os vereadores. O cenário foi exposto em recente audiência pública que discutiu o tema.

Boa parte da rede de água de Bauru não possui encanamento nem pressão de água suficientes para suportar a instalação de hidrantes. O caso mais grave é o dos três Distritos Industriais, onde há mais vulnerabilidade.