Você já está em nosso inconsciente coletivo. Foi aos dezenove anos, quando sofri um acidente de carro e acordei como nos filmes, perguntando "onde estou?" Então, o dr. Carlos Eduardo Sacomandi, que com sua equipe estava me "costurando", respondeu: "No Hospital de Base!" e eu, zonza de tudo, sorri e disse:"Você está brincando...!" Coincidentemente, para algum procedimento me viraram de lado e eu vi aquele chão ladrilhado tradicional de florzinhas verdes - "Ai, meu Deus, quem me atropelou ou quem eu atropelei?!"
Não precisou dizer nada. E não precisa dizer, mesmo! Em casos urgentes você, HB, é imbatível, tem uma equipe médica de primeira e aparelhos compatíveis, mas fico triste em saber que não estão cuidando de você, querido Hospital que nos atendeu em tantos momentos críticos de nossas vidas! Você não merece tanto descaso. Temos que fazer alguma coisa. Você não pode perder o lugar que sempre foi seu, o de um grande e generoso Hospital de Base, poderoso, forte, imponente, com o seu chão de pastilhas verdes, muito verdes, que ainda resistem!
Angela Elys G. K. Bianchini - professora