Pequim - Uma agência de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou nesta sexta-feira a detenção de um dos advogados dos direitos humanos mais conhecidos da China, Gao Zhisheng, instando o governo a libertá-lo.
Um tribunal de Pequim enviou Gao de volta à prisão no início deste mês, embora aparentemente ele nunca tenha se livrado do confinamento dissimulado. “É alarmante que o Dr. Gao continue a ser detido arbitrariamente. Sua detenção ao longo dos anos resultou em várias violações dos direitos humanos, inclusive seu direito fundamental a um julgamento justo”, disse em comunicado El Hadji Malick Sow, presidente-relator do Grupo de Trabalho da ONU sobre Detenção Arbitrária. “Eu exorto as autoridades a libertaram o Dr. Gao”.
Um defensor ferrenho dos direitos humanos, que abordou várias causas polêmicas do Partido Comunista chinês, Gao foi sentenciado a três anos de prisão em 2006 por “incitar a subversão do estado de poder”, uma acusação frequentemente usada para punir críticos do regime unipartidário.
Gao recebeu liberdade condicional por cinco anos, o que oficialmente o poupou de servir a sentença na prisão. Mas o advogado foi detido diversas vezes nesse período.
Ele foi tirado da casa de um parente na província de Shaanxi, no norte da China, em fevereiro de 2009 - segundo seus familiares, por agentes de segurança - e ficou desaparecido até o início do ano passado, quando ressurgiu brevemente e fez contatos esporádicos com amigos e repórteres estrangeiros em abril de 2010. O caso de Gao atraiu atenção internacional.