08 de julho de 2026
Saúde

Óculos são indispensáveis no verão


| Tempo de leitura: 5 min

Aliado dos protetores solares, os óculos escuros também são um acessório imprescindível no combate aos raios ultravioleta, responsáveis por emitir efeitos nocivos que podem gerar sérios danos não somente à pele, mas também aos olhos.

"No Brasil, por ser um país tropical, a incidência de raios ultravioleta é muito alta", alerta o oftalmologista Walton Nosé, professor doutor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), membro da American Academy of Ophthalmology e da Sociedade Brasileira e Cirurgia Refrativa.

Especialistas recomendam que se evite o período entre 10 e 16 horas do dia para a exposição ao sol, em especial nos dias de verão, quando a radiação ultravioleta (UV) é mais intensa e pode acelerar doenças oculares degenerativas como a catarata.

"A radiação cumulativamente absorvida pelos olhos pode originar danos à córnea, cristalino e à retina. Por isso, é de fundamental importância o uso de óculos escuros com proteção UV", esclarece o médico. Ele explica ainda que os óculos com essa proteção são um acessório indispensável à saúde ocular, pois as radiações solares podem afetar até quem está dentro de um carro ou próximo a uma janela.

"Nos Estados Unidos já estão desenvolvendo vidros com fotoproteção para automóveis, edifícios comerciais e em residências, pois a radiação quando é refletida por vidro padrão é a mais perigosa", informa.

Entre as lesões oculares mais comuns causadas pelo excesso de sol está a formação da catarata, que pode levar à cegueira e representa hoje um problema ocular grave e de maior incidência no mundo. Especialistas advertem para o fato de que, embora seja uma doença peculiar da terceira idade, a falta de proteção entre os mais jovens têm contribuído para elevar esse número. O uso dos óculos escuros, portanto, deve ser uma preocupação não apenas dos adultos, mas também dos jovens e crianças.


Como escolher

Ficar atento na hora da compra é fundamental para não cair em cilada e colocar em risco a saúde ocular. Ainda que mais baratos, os modelos pirateados não possuem a tecnologia de filtrar os raios solares e as suas lentes, geralmente de vidro ou de acrílico colorido, causam a dilatação da pupila perante o sol, fazendo com que uma quantidade maior de raios prejudiciais entre direto na retina, provocando lesões oculares.

Para evitar erro, o oftalmologista Walton Nosé recomenda a compra do produto em lojas especializadas e que contenha a certificação NBR ISO 15111 ? 100% proteção UV. "É importante também escolher uma cor que não altere as cores verdadeiras, como nos semáforos, e que seja um modelo que envolva as têmporas para bloquear a luz que vem dos lados", alerta.

Os danos causados à visão pela excessiva exposição aos raios ultravioleta sem a devida proteção costumam surgir ao logo do tempo. Por isso, o foco na prevenção deve ser uma postura precoce e constante.

Fonte: Saúde em Pauta Online


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A estação tem outros vilões


Chegou o verão e, com ele, alguns males como desidratação, insolação e micoses. Na época mais quente do ano, devemos estar atentos, proteger a pele e ficar de olho na alimentação. Conheça os principais vilões desta estação e o que indicam os especialistas para evitar problemas de saúde.

Ana Gabriela Salvio, dermatologista do Hospital Amaral Carvalho (HAC), explica que o verão é a época em que as pessoas ficam mais expostas aos raios solares de maneira intencional e até mesmo sem querer, já que nessa estação o sol é mais forte.

Por isso, no verão os cuidados com a pele devem ser redobrados, especialmente das crianças. "É comprovado que o sol que tomamos na infância é o que vai eventualmente elevar os casos de câncer de pele àqueles que têm risco", salienta.

Sendo assim, a proteção maior tem que ser feita durante a infância. Nada de crianças vermelhinhas, queimadas de sol e cheias de sardas. Segundo Ana Gabriela, estes sinais não são sinônimos de beleza, mas de uma pele agredida.

Então, não há desculpas para não usar o filtro solar. Logo pela manhã, passe o protetor e reaplique-o a cada três horas (se houver transpiração nesse intervalo, você deve aplicar o filtro novamente). Uma dica importante é evitar a exposição ao sol entre 9h e 16h e use bonés ou chapéus.


Umidade

Este é outro vilão da quente temporada. A umidade predispõe o aparecimento de micoses de pele, unha e cabelos, além de infecções bacterianas de pele. Ana Gabriela relata que, além da umidade do ar, as pessoas passam mais tempo em piscinas e não tomam alguns cuidados básicos como secar bem o corpo e entre os dedos dos pés, não compartilhar toalhas, evitar ficar muito tempo com roupas úmidas ou calçados que dificultam a respiração dos pés, evitar ficar descalço em banheiros públicos, chuveiros e beira de piscinas.

Além desses cuidados, as pessoas devem ficar atentas às manchas ou lesões na pele e nas unhas. "Se notar qualquer alteração, procure um médico", ressalta a profissional.

Falta de água no organismo é outro mal do verão. Nesta estação, além do suor excessivo por causa das altas temperaturas, pode haver desidratação, decorrente de insolação ou infecção intestinal que leva à diarreia.

A nutricionista clínica do HAC, Ana Elisa de Paula Brandão, afirma que normalmente perdemos cerca de dois litros de líquido ao dia, por meio do suor, urina, fezes e até pela respiração. "Essa quantidade pode aumentar, de acordo com as atividades realizadas diariamente e, no verão especialmente, deve haver a reposição de líquido do corpo", diz.

Como repor? A nutricionista orienta: beba, pelo menos, de oito a dez copos de água por dia (pode ser água de coco e sucos naturais, que além de hidratar, fornecem vitaminas e minerais).

Ana Elisa explica também que a perda hídrica pode estar relacionada com intoxicações alimentares. "O consumo de alimentos contaminados ou mal armazenados, acarreta diarreias, vômitos até chegar à desidratação.

Portanto, consuma alimentos de procedência conhecida, tome cuidado com os alimentos consumidos fora de casa (nas ruas, praias, clubes e lanchonetes) que, por muitas vezes, não possuem higiene adequada no preparo, ficam expostos à temperatura ambiente ou são mal armazenados, o que favorece a proliferação de bactérias e toxinas que levam à contaminação", pontua.