Damasco - Pelo menos 30 pessoas morreram ontem na Síria, segundo a oposição. Os bombardeios com artilharia mais pesada por parte das forças do governo do ditador Bashar Assad aconteceram em Homs, onde o número de mortos somente ontem foi estimado em 25.
Os ataques aconteceram horas antes da chegada dos primeiros 50 observadores e dez representantes do secretariado da Liga Árabe.
Segundo o Conselho Nacional Sírio, os monitores chegaram a Homs, cidade a cerca de 160 km de Damasco, por volta das 20h, mas não puderam trabalhar. “Eles declararam que não puderam ir aos lugares onde as autoridades não querem a presença deles”, disse o presidente interino do conselho, Burham Ghaliun.
Para Waleed al-Bunni, um dos membros da oposição ao governo, os acordos são uma farsa. “Eu realmente duvido que o regime sírio permitirá que observadores façam o seu trabalho”, disse, no Cairo.
A oposição também critica a escolha do chefe da missão de observação, o general sudanês Mustafa al-Dabi, que desembarcou em Damasco no sábado. Segundo a organização americana de direitos humanos Enough Project, ele é acusado de crimes de guerra em seu país.
Além das visitas a várias cidades, os enviados da Liga Árabe tentarão acordos com Assad sobre a retirada das forças de segurança e de armas pesadas das ruas, o diálogo com os líderes da oposição e a permissão da entrada no país de ativistas de direitos humanos e jornalistas.
França e Turquia se manifestaram ontem, criticando os novos ataques.