09 de julho de 2026
Regional

Homem quebra tudo na prefeitura

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú – Ontem à tarde, num suposto protesto contra o governo federal, um vendedor de 28 anos destruiu dois computadores portáteis e alguns móveis de um recém-inaugurado departamento da prefeitura de Jaú (47 quilômetros de Bauru) que atende deficientes e idosos. O homem foi autuado em flagrante por dano qualificado e, como não havia pago fiança até o fechamento desta edição, seria conduzido à Cadeia Pública de Barra Bonita.

Tiago Cardozo Cruz procurou pela primeira vez o setor de atendimento especial, que fica na entrada da rampa de acesso à prefeitura, por volta das 11h. Ele teria pedido ajuda para dar entrada no seguro-desemprego, alegando que havia trabalhado seis meses numa empresa em Araçatuba.

De acordo com a prefeitura, o vendedor foi orientado por funcionários a procurar a agência da Caixa Econômica Federal, órgão responsável por liberar o benefício trabalhista. Cruz teria ido embora e retornado por volta das 15h, quando deu início ao ‘quebra-quebra’ no departamento público.

Na confusão, dois notebooks, duas cadeiras e uma mesa foram danificados. Ele também teria tentado quebrar uma porta de vidro com a cadeira. Apesar da confusão, nenhum servidor ficou ferido. Contido pela Polícia Militar (PM), o acusado foi conduzido ao 1º Distrito Policial (DP), onde a ocorrência foi registrada.

Segundo funcionários, o vendedor, que disse morar no Jardim Orlando Ometto, alegou ser usuário de drogas e aparentava estar sob efeito de bebida alcoólica. Ele declarou ao delegado Euclides Francisco Salviato Junior, titular da unidade, que estava insatisfeito com o governo federal.

O homem também afirmou que teve a residência invadida pela última enchente e que precisava de ajuda. De acordo com o delegado, ele aparentava ter algum distúrbio mental.

Como não pagou a fiança no valor de um salário mínimo arbitrada por Salviato Junior, Cruz foi preso em flagrante. Em caso de condenação, ele poderá ficar preso por período que varia de seis meses a 3 anos. Segundo o delegado, o acusado tem passagens anteriores por furto e invasão de domicílio.