09 de julho de 2026
Esportes

Basquete: Um vice, uma lição e muitos frutos

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Neto del Hoyo
O título entregue de bandeja para o Flamengo ? uma vez que chegou a ter vantagem de 15 pontos e restando 20 segundos para o fim levou a virada - não apagou a ótima campanha da equipe comandada por Hudson Previdelo durante toda a competição. Em 15 partidas disputadas foram apenas três derrotas, sendo duas delas para o próprio Flamengo ? antes havia perdido na fase de hexagonal semifinal.

"A derrota não apagou o brilho dessa equipe. O time jogou muita bola nessa última partida, mas erramos em alguns momentos cruciais no fim e eles acabaram fechando o jogo. Mas, independentemente de quem ganhasse, o título estaria em boas mãos", disse Previdelo ao site do Novo Basquete Brasil (NBB). A Liga de Desenvolvimento Olímpico (LDO) é uma espécie de disputa do NBB para garotos com menos de 21 anos, também organizada pela Liga Nacional de Basquete (LNB) em parceria com o Ministério do Esporte e a Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Em sua primeira edição, reuniu as equipes sub-21 dos times que disputam o campeonato do NBB profissional, que retorna nesse ano.

A primeira etapa da competição foi realizada na cidade de São Sebastião do Paraíso (MG), entre os dias 5 e 14 de agosto. A segunda, em Brasília (DF), no período de 19 a 28 de agosto. E o hexagonal final também na cidade mineira, entre os dias 20 a 25 de setembro. Já o quadrangular decisivo, no Rio de Janeiro.

Projeto

Para a disputa da competição, a diretoria bauruense fez um acordo com o Clube Regatas de Campinas. Assim, quatro atletas profissionais do Itabom/Bauru mais o técnico Hudson Previdelo se juntaram à equipe campineira e formaram o time com maior média de idade da LDO, com 20,5 anos. Os alas Guilherme Lazzari, o "Ferrugem", e Guilherme Deodato, o armador Lucas Avelino e o pivô André Sousa, o Andrezão, foram os quatro bauruenses a integrar o time que vestiu a camisa do Itabom/Bauru na disputa.
A parceria, segundo a diretoria do Bauru Basket, foi firmada sem que houvesse prejuízo à parceria já existente com a Associação Luso Brasileira de Bauru (ALBB), que atua com categorias abaixo do cadete na Liga Regional.

Gigante do garrafão


Principal destaque do Itabom/Bauru na derrota para o Flamengo, o pivô André, conhecido entre os companheiros por Andrezão, anotou 20 pontos e obteve 16 rebotes. Ao final do jogo, também destacou o esforço e a superação do grupo que teve poucos dias para treinar antes do início da competição. "Fica uma sensação que poderíamos ter ganhado, mas para a gente, nossa equipe também é campeã. Passamos por cima de muitas coisas para chegarmos até aqui", comentou.

A média de Andrezão, no alto de seus 2 metros, foi de duplo-duplo, 12,0 pontos e 10,1 rebotes, em 14 partidas disputadas. "Esse campeonato serviu para que eu conquistasse mais confiança, vendo o que eu tenho de bom e aquilo em que eu ainda posso melhorar", diz.

O "cara"

Quem acompanhou as transmissões pelos canais SporTV pôde notar que um nome era unanimidade entre os comentaristas: Guilherme Deodato, o Gui.

Não apenas pela consciência e firmeza nas declarações em entrevistas, mas muito mais pelos números em quadra.

O camisa 9 do sub-21 bauruense teve uma média de aproximadamente 17 pontos por partida, com 61,54% de aproveitamento dos lances livres, 57,45% nos chutes de dois pontos e 42,68% na linha de três. Apesar de ter perdido dois lances livres nos minutos finais da decisão contra o Flamengo, que poderiam garantir à equipe uma vantagem praticamente inalcançável, Gui não se deixou abater e foi o eleito para receber o troféu de vice-campeão. "Temos que ter consciência de que jogamos com uma grande equipe, que atuava em casa. Erramos como erramos em outros jogos. Deixamos de atacar com eficiência e por isso levamos os contra-ataques", diz.

Já bastante utilizado por Guerrinha no time principal, Gui Deodato deve ser uma das caras frequentes no time principal na disputa do NBB.