Dois soldados iemenitas e cinco combatentes de um grupo islâmico foram mortos nesta terça-feira, segundo uma autoridade local, em combates entre forças do governo e de um grupo islâmico que controlava a capital de uma província no sul do país desde maio.
A autoridade disse que o exército atirou contra combatentes de um grupo autointitulado Ansar al-Sharia em Zinjibar, na província de Abyan.
O governo central do Iêmen diz que o grupo é ligado à Al Qaeda na Península Arábica.
Opositores de Ali Abdullah Saleh - que concordou em deixar a presidência depois de quase um ano de protestos que levaram o país à beira da guerra civil - acusam-no de ceder território aos islamistas para mostrar que seu governo mantém a Al Qaeda no lugar.
No entanto, a luta ilustra o caos que o gigante de petróleo vizinho, Arábia Saudita, e os EUA temem que possa envolver o Iêmen e reforçar a ala da Al Qaeda no país.
Meses de lutas expulsaram a maior parte dos moradores da província e aprofundaram uma crise humanitária em um país empobrecido e com vários conflitos regionais.