10 de julho de 2026
Geral

Água tratada com flúor coloca Bauru entre as cidades com menores índices de cáries do País

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Em cumprimento a uma lei federal de 1974 (Lei 6.050/1974), no dia 10 de outubro de 1975 a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Departamento de Água e Esgoto (DAE), localizada na rua José Henrique Ferraz, quadra 20, no Jardim Ouro Verde, começou a aplicar flúor nas águas captadas do Rio Batalha. Este serviço se estendeu posteriormente às águas dos poços profundos da cidade destinadas ao consumo dos bauruenses.  

“Bauru é uma cidade favorecida em relação à saúde dentária, pois conta com os serviços do DAE que garante a fluoretação de forma contínua e constante, beneficiada pelo heterocontrole do flúor na água feita pela autarquia e outros órgãos locais e também pelos programas municipais e federais de atendimento odontológico. Além disso, tem duas faculdades de odontologia, o que a habilita como uma das cidades com menores índices de cáries do País e ficando, em algumas idades, muito próximas às metas da Organização Mundial de Saúde para o ano de 2010”, ressalta a cirurgiã dentista do DAE e professora universitária Solange de Oliveira Braga Franzolin.

A fluoretação das águas de abastecimento é considerada, mundialmente, como a principal medida de saúde pública na área odontológica, devido à propriedade anticariogênica do flúor (proteção dos dentes contra a cárie).

Este método é considerado adequado (beneficia toda a população sem distinção de ordem econômica, social ou educacional), eficiente (diminui a incidência da cárie dentária em 60% em média), seguro (na proporção adequada não produz o mínimo efeito tóxico), econômico (no Brasil, estima-se que o custo per capita/ano da fluoretação da água seja em torno de R$ 1,00) e prático (o mesmo do abastecimento de água da cidade).

Segundo a assessoria de imprensa do DAE, atualmente, os 28 poços instalados em várias regiões da cidade (que captam água do Aquífero Guarani) e um no Distrito de Tibiriçá (Aquífero Bauru) abastecem aproximadamente 60% da cidade, enquanto o sistema ETA é responsável pelo restante da água distribuída no município. Todos recebem acompanhamento diário de fluoretação da água pelo Laboratório de Análises do DAE, situado na própria ETA.

 

Tratamento

No caso da Estação de Tratamento, o flúor é adicionado no momento final da saída da água para a distribuição, enquanto em cada poço profundo há uma bomba dosadora ao lado do tanque que injeta o produto no trajeto até o reservatório. Esses tanques de armazenamento do flúor nos poços variam entre 100 e 1.000 litros, dependendo da vazão do poço (maior a vazão, maior o consumo).

Técnicos da ETA realizam todos os dias o controle do abastecimento e coleta de água dos poços, bem como percorrem mensalmente 245 pontos fixos, entre os quais, creches, postos de saúde, escolas municipais e estaduais, pontos comerciais e residenciais, com o fim de também coletar a água nos cavaletes desses para o controle do flúor.

 O diretor de Serviço da ETA, Olavo Severino Neto, relata que existem dois equipamentos denominados “fluorímetros” (instrumentos que determinam a concentração da dosagem do flúor) na Estação de Tratamento, sendo um de “bancada” (dependente do técnico de laboratório) e outro “online” (com o resultado automático a cada 3 minutos e 20 segundos).

“Constatada qualquer anormalidade, as correção são imediatamente executadas”, frisa Severino Neto. O consumo mensal de flúor pela ETA e poços profundos é de aproximadamente 12 toneladas.

 De acordo com a cirurgiã dentista da autarquia, “o limite recomendado para a concentração do íon fluoretado na água distribuída pelo DAE deve estar entre 0,6 e 0,8 mg/L (miligramas por litro), seguindo a Portaria nº 635/1975 do Ministério da Saúde e com base na média da temperatura máxima diária da cidade de Bauru”.

Solange esclarece que “as doses adequadas de flúor protegem os dentes, porém, o excesso pode causar a fluorose dentária - alteração que atinge grupos de dentes, perceptível através de manchas em suas superfícies, geralmente mais claras e opacas -, e aquém do valor mínimo, perde a função de proteger os dentes”.