09 de julho de 2026
Nacional

Reparo em navio da Vale levaria ao menos mais 1 mês

Reuters
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O supernavio afretado à Vale que rachou enquanto embarcava minério de ferro deve demorar para ser reparado, permanecendo por pelo menos mais um mês perto do Maranhão antes de seguir viagem à Coreia do Sul, disse à Reuters um representante da Marinha do Brasil.

Um mês após o incidente no super cargueiro com capacidade para 400 mil toneladas, equipes técnicas ainda não conseguiram sequer retirar o combustível da embarcação - passo necessário para iniciar os reparos emergenciais que permitirão ao Vale Beijing voltar para seu país de origem, onde será consertado.

O fracasso na tentativa de retirada do combustível levou o navio gigante a ser deslocado para alto mar, a cerca de 50 quilômetros de onde estava localizado anteriormente, um terminal do porto de São Luís.

Uma nova tentativa para retirar o óleo combustível do Vale Beijing, desta vez com ajuda de um petroleiro já ancorado ao seu lado, será iniciada nesta semana, informou o comandante da Capitania dos Portos no Maranhão, Nelson Bahia Calmon.

Na próxima semana, somente após a retirada do combustível, segundo ele, os técnicos iniciarão o remanejamento do minério de ferro que ainda se encontra dentro do navio. Somente após essas duas etapas os reparos emergenciais no navio poderão ser realizados.

"Quando o navio estiver em uma posição mais estável, os engenheiros devem começar a fazer a manutenção, o que pode demorar mais de um mês", afirmou.

O fracasso dos técnicos em transferir o combustível do navio levou as autoridades a levar o navio para alto mar para evitar um acidente ambiental, disse o especialista Floriano Pires, professor do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A empresa fabricante do navio, a coreana STX Pan Ocean, afirmou em comunicado que acredita não ter havido nenhum problema com o terminal portuário ou a operação de carregamento. A embarcação integra um plano da Vale para reduzir custos com fretes no atendimento de seus principais clientes na Ásia, pelo qual a petroleira encomendou 35 supercargueiros. Oito foram encomendados ao STX.