08 de julho de 2026
Turismo

Macuco Safári e a adrenalina

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 4 min

Para os mais corajosos a dica é embarcar num dos botes do Macuco Safári que navega entre as quedas d´água oferecendo adrenalina e relaxamento ao mesmo tempo, em meio a respingos e gritos dos mais ansiosos. Todos os passageiros recebem antes de embarcar instruções e equipamentos de segurança.

Capas plásticas (para os que não querem se molhar muito), coletes salva-vidas e proteção para equipamentos eletrônicos e só então entram nos barcos infláveis dotados de bimotor, para vivenciar a mais comentada e fantástica aventura observando as quedas de baixo para cima.

Fora d´água também são oferecidas atividades desestressantes. A empresa Campos de Desafios ? Cânion Iguaçu é a encarregada desses passeios guiados: arvorismo, tirolesa de 15 metros, pulo do gato com 15 metros de altura e uma parede de escalada indoor, rapel com 55 metros de altura e rafting (olha a água de volta ai!), realizado nas corredeiras do Rio Iguaçu, logo abaixo das Cataratas.

Há quem prefira partir ao encontro do Poço Preto que mistura aventura com a descoberta de novas sensações: pode-se fazer uma trilha de nove quilômetros de bicicleta, triciclo ou ainda a pé.

Todo o percurso, até a Lagoa do Jacaré, é acompanhado de um guia que vai fornecendo todas as informações sobre a diversidade da fauna e da flora que inclui borboletas, pássaros, entre eles a andorinha-do-rio, o anu d?água, a garça-cinza e a saracura-do-mato e muitos quatis ? símbolo do parque ? que se escondem muitas vezes atrás de palmeiras juçara que estão quase em extinção. Difícil é conseguir em apenas um dia ver tudo e voltar para a casa satisfeito. Se não se sentir assim, volte, em sua próxima viagem a Foz.

O final da trilha é reconfortante: chega-se a um observatório de aves instalado a 10 metros de altura perfeito para se avistar as mais incríveis e raras espécies aquáticas. De lá, há duas formas de retornar: de barco pelo Rio Iguaçu até as Ilhas da Taquara, com opção de pegar um caiaque ou descer em barcos bimotor até Porto Canoas, ou pela Trilha da Bananeira, caminhada de cerca de 1,5 quilômetro.

O barco bimotor tem como destino um arquipélago com mais de 40 ilhas e encerra o dia em caiaques nas águas do Rio Iguaçu.

Trilha é o que não falta em Foz. Passeios para quem quer vivenciar um contato mais próximo com sua exuberante fauna e flora. Além da trilha do Poço Preto, o Parque Nacional do Iguaçu oferece as trilhas da Bananeira e a Linha Martin, com acompanhamento de guias bilíngues.

A pescaria também não fica esquecida, uma vez que a região é rica em cardumes pela concentração de dois grandes rios: Iguaçu e Paraná, pelo Lago de Itaipu, além de cursos de menor porte.

Geralmente quem vai a Foz se hospeda nos resorts ao longo da Rodovia das Cataratas. Bourbon, Mabu, Rafain, premiados e com diferenciais que passam por piscinas e termas, são muito procurados. Mas no centro há também boas opções, para quem quiser curtir mais essa cidade que reúne uma miscelânea de costumes e culturas por conta das várias etnias que convivem ali, pacificamente.

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Maravilha com acesso fácil

Conhecer as cataratas é fácil e seguro. Dentro do Parque Nacional o visitante encontra uma série de passeios em trilhas ecologicamente preservadas e infraestrutura completa.

Turismo de aventura, restaurantes, souvenires, além claro, das fantásticas quedas d? água, estão ali de braços abertos à espera de quem chega.

O parque possui um moderno Centro de Visitantes para bem atender os turistas e conduzi-los ao mais belo cartão postal natural do mundo. O traslado é feito com novos ônibus doble decks, que minimiza a agressão ao meio ambiente, oferecendo visão total durante o percurso da mata nativa que margeia a rodovia de 12 quilômetros.

Chegando ao primeiro mirante a alegria e a surpresa tomam conta do grupo que quer é mais registrar tudo em máquinas fotográficas, celulares ou filmadoras. Pare para conhecer a belíssima arquitetura do Hotel das Cataratas, construído pelo Grupo Tropical e siga pela Trilha das Cataratas com subidas e descidas que contornam as quedas d?agua. Há vários mirantes pelo caminho nessa trilha que conduz a outro espetáculo da natureza: a Garganta do Diabo, local que nos faz sentir minúsculos diante da grandiosidade da obra divina. Para atravessar a passarela, pode-se alugar capas de chuva, embora os respingos sejam sempre bem vindos.

Torça para que o dia esteja ensolarado, oportunidade para registrar em sua câmera fotográfica uma paisagem constante do lugar: o arco-íris, tornando aquele cartão-postal ainda mais lindo.

Ali também fica o Espaço Naipi, um mirante com elevador para quem quer fazer belas fotos e imagens das cataratas, com total segurança. Fica a poucos metros do Salto Floriano. Os elevadores panorâmicos sobem a 70 metros de altura com direito a paradas em três decks do complexo para observação e captação de toda a energia .