11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bovespa garante pequena alta na reta final da sessão; dólar comercial sobe


| Tempo de leitura: 3 min

Os dados mais esperados do dia não desapontaram. Apesar disso, as ações titubearam, na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil. Depois de abrir em alta e atingir a máxima do dia logo depois, a Bovespa foi perdendo fôlego e acabou virando para baixo, seguindo o desempenho de suas pares em Wall Street. As contínuas preocupações com a situação da Europa acabaram dirimindo o bom desempenho do mercado de trabalho norte-americano em dezembro. Este recuo, no entanto, acabou abrindo oportunidades, aproveitadas na hora final da sessão.

A Bovespa terminou o dia com pequena alta, de 0,09%, aos 58.600,37 pontos. Na mínima da sessão, o índice registrou 58.355 pontos (-0,33%) e, na máxima, os 59.261 pontos (+1,22%). Na semana, no mês e no ano, sobe 3,25%. O giro financeiro foi mais fraco ontem e totalizou R$ 4,537 bilhões.

As atenções ontem estavam voltadas para os Estados Unidos, onde o payroll veio melhor do que as previsões ao registrar a criação de 200 mil vagas em dezembro. A previsão dos economistas era de +155 mil vagas. A taxa de desemprego também agradou: caiu para 8,5% em dezembro, ante previsão de 8,7%. Trata-se do menor nível desde fevereiro de 2009.

Esses dados positivos serviram de pano de fundo para uma 'puxada' do Ibovespa no final da tarde. Ao longo do dia, no entanto, foram ofuscados pela Europa, onde as preocupações se renovam a cada dia. Ontem, a Fitch rebaixou os rating de longo prazo em moeda local e estrangeira da Hungria em uma nota, para BB+ (grau especulativo), de BBB- e BBB, respectivamente, citando a deterioração adicional no cenário fiscal e de financiamento externo e da perspectiva de crescimento do país. Os problemas econômicos da Hungria já começaram a contaminar a Áustria, onde o yield (retorno ao investidor) dos bônus do governo austríaco subiram ontem, acompanhando o comportamento dos yields dos bônus dos governos da Espanha e da Itália.

A maioria das bolsas europeias encerrou em queda. Nos EUA, às 18h16, o Dow caía 0,39%, o S&P recuava 0,17% e o Nasdaq subia 0,30%.

Na Nymex, o contrato do petróleo para fevereiro encerrou em baixa de 0,24%, a US$ 101,56 o barril.

No Brasil, Petrobras ON terminou em queda de 0,08%, e a PN subiu 0,09%. Vale novamente caiu: 0,86% a ON e 0,75% a PNA, embora a maioria dos contratos de metais tenha subido.


RENDA FIXA

Renda bruta: 10,55%

Ganho líquido/mês: 0,9%

Pela taxa média de 10,58% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada com rendimento bruto de 0,22% e líquido de 0,9%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 10,12% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,22% e líquida de 0,9%.


BOLSA DE SP

Bovespa: alta de 0,09%

Volume: R$ 4,54 bilhões

O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) encerrou o pregão de ontem com alta de 0,09% aos 58.600,37 pontos e com giro financeiro de R$ 4,54 bilhões.
Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones também encerrou o dia com queda de 0,45% aos 12.359,92 pontos. O índice Nasdaq subiu 0,16% aos 2.674,22 pontos.


OURO

Ouro/grama: R$ 95,00

Variação: queda de 0,52%

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o ouro foi cotado a R$ 95,00 com queda de 0,52%
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1.616,75 e terminou o dia em queda de 0,32%. Um onça-troy equivale a 31,1035 gramas.


DÓLAR

Comercial: R$ 1,854

Variação: alta de 0,87%

O dólar comercial en-cerrou o dia de ontem negociado a R$ 1,852 para a compra e a R$ 1,854 para a venda, com alta de 0,87%. O dólar turismo terminou o dia cotado a R$ 1,757 na compra e a R$ 1,937 na venda, com alta de 1,57%. O dólar paralelo foi negociado a R$ 1,890 na compra e a R$ 1,990, na venda, com variação estável.