09 de julho de 2026
Nacional

RJ: baixa nível da água em bairro alagado

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio - O nível da água do bairro três Vendas, em Campos de Goytacazes, no norte fluminense, baixou 20 centímetros, de anteontem para ontem. A parte da área alagada começa a baixar.


A informação é do subsecretário de Defesa Civil do município, major Edson Pessanha Braga.


De acordo com o subsecretário, permanecendo assim, a orientação para as pessoas não circularem no local depois das 22h seria suspensa ontem.


Anteontem, a Defesa Civil adotou toque de recolher como medida de segurança para os moradores. “O tráfego de botes e barcos particulares à noite é grande. O objetivo é evitar acidentes’’, explicou o major.


Ainda segundo Pessanha Braga, em caso de emergência, hoje já é possível que caminhões do Exército e do Corpo de Bombeiros circulem pelas ruas.


A redução do nível da água ainda não permite que as pessoas retornem para suas residências. “Mesmo que a água baixe totalmente ainda será necessário um trabalho de limpeza e desinfecção de toda a área, o que deve demorar uns 15 dias’’, disse o militar.


A localidade de Três Vendas ficou completamente alagada depois que um trecho da rodovia BR-356, que servia como barragem para conter as águas do rio Muriaé, se rompeu, criando uma cratera de 20 metros.


As vítimas estão indo para abrigos, escolas e igrejas do bairro Travessão. São cerca de 4.000 pessoas.


Um contingente de aproximadamente 500 moradores, no entanto, se recusa a sair das casas com medo de saqueamento.



Termo de responsabilidade


Sem conseguir convencer os moradores de Três Vendas, a saírem de casa após o alagamento do bairro, a prefeitura tenta fazer com que os que optaram por ficar “ilhados” assinem termo de responsabilidade por permanecer na área.


“Oferecemos a oportunidade deles saírem. É normal a prefeitura coletar esses termos caso a pessoa queira ficar em área de risco”, disse o secretário de Defesa Civil, Henrique Oliveira.


Além do termo, assistentes sociais estão cadastrando as famílias que continuam no bairro. O objetivo é estimar necessidades, como de água e comida e planejar a atuação dos bombeiros.


A Secretaria de Família e Assistência Social cadastrou até hoje (ontem) 135 famílias, mas “ainda há muitas a serem atendidas”, disse a titular da pasta, Isaura Freire. A estimativa era que 500 famílias permaneceram ilhadas.


O alagamento no bairro, causado por um dique, diminuiu cerca de 20 cm entre a noite de sexta e ontem. A estimativa da Defesa Civil é que a água volte para o leito do rio Muriaé em 15 dias