Os usuários
A priorização, ou mesmo melhor atenção, no socorro de cidadãos dependentes, sobretudo do crack, nas ruas da cidade, infelizmente precisa de choque de realidade. Não vai faltar alguém para dizer: "Quando morrer alguém por omissão de socorro ou demora no atendimento, o pode público vai acordar"...
Acorda tarde
O poder público, nas esferas municipal, estadual e federal, em geral age (ou não reage) para confirmar a regra em algumas áreas. Não só no combate ao crack, mas em relação aos portadores de doenças mentais, o poder público chega sempre depois, quando chega. E quando a situação atinge o ponto de alarmismo, de comoção ou revolta é que aparecem burocratas pagos com o dinheiro público para anunciar uma medida.
Cada parte
O governo federal "acordou" e, há poucas semanas, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou em cadeia nacional que Brasília (DF) reconhece o crack como epidemia no País. Em Bauru, o jovem prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), no final do ano, também discursou que vai implementar um ação direcionada contra o crack. Do Estado não se ouviu, nas últimas semanas, algo a respeito. É tarde para quem já sofreu e "pra ontem" uma ação integrada no combate ao crack!
Com o Ressaca
O vereador e árbitro de basquete profissional Fabiano Mariano (PDT) estava todo sorriso ontem, mesmo sob o sol escaldante, no Estádio Distrital Padilhão, na Vila Giunta, seu reduto. Ele assistiu ao primeiro amistoso da categoria veterano do Ressaca Futebol Clube, do vermelho de seu coração, único time bauruense a contar com equipes em todas as categorias na várzea, dos meninos aos "maduros", com mais de 40 anos.
O terço na mão
Apesar dos avanços em alguns setores, o programa global de combate a erosões e enchentes em Bauru precisa de muito investimento. Para ser justo com o atual governo, o acumulado de problemas nas últimas duas décadas fizeram crateras por todo lado. E os chamados pontos nevrálgicos, como a baixada da Alfredo Maia e o alagamento sob o viaduto, na Nações Unidas, permanecem.
Galerias e piscinões
Mas o volume de obras de galeria em vários bairros e a construção de piscinões, como o do Córrego do Sobrado, começam a reduzir a longa fila por demanda no combate a enchentes. O que a Secretaria Municipal de Obras tem de cuidar é das interligações de galerias e de instalação de bocas de lobo pela empreiteira contratada. Tem local, como a Salvador Filardi, onde o problema está lá, esperando que a contratada cumpra sua parte, até porque está sendo muito bem remunerada para tal.
É só observar
Já tem candidato a vereador comparecendo em mais de uma missa por dia, indo a mais de um aniversário, participando de batizado da qual nem é parente, ou próximo, e não deixando de dar uma passadinha em tudo quanto é velório. O eleitor tem tantos parâmetros à sua disposição para separar oportunista de candidato com bom propósito, que basta, desde já, dar uma olhadinha em quem anda em "eventos" por aí...