10 de julho de 2026
Regional

ONG trará 5 jovens indianos para assistir Copa do Mundo no Brasil

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

São Manuel – Uma parceria entre a Organização Não Governamental (ONG) ‘C Tem que saber, C tem que curar’, de São Manuel (69 quilômetros de Bauru), e a Liver Foundation, da Índia, vai permitir a vinda de cinco estudantes indianos ao Brasil, em 2014, para assistir os jogos da primeira fase da Copa do Mundo, realizados em São Paulo. O projeto tem como pano de fundo uma campanha que busca disseminar entre os jovens da Índia a preocupação com a prevenção das Hepatites.


O presidente da ONG, Francisco Martucci, explica que o convite para compartilhar com outros países a experiência bem sucedida da entidade no Brasil – que já orientou ou encaminhou 300 mil pessoas com Hepatite para tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) – surgiu em um Congresso realizado em outubro do ano passado na China. A Índia, segundo ele, foi o primeiro país escolhido pela grande quantidade de habitantes – cerca de 1,100 bilhão.


Segundo Martucci, em conversas com membros da Liver Foundation, a entidade teve a ideia de promover um concurso de redação entre alunos da rede pública de ensino que pudesse orientá-los sobre as formas de se prevenir contra as Hepatites B e C e, ao mesmo tempo, estimulasse uma disputa saudável entre eles visando ganhar uma das cinco viagens ao Brasil para assistir os jogos da primeira fase da Copa do Mundo.


Durante 27 meses, os estudantes indianos poderão aprofundar-se no assunto e colocar no papel tudo o que já sabem ou aprenderam sobre o tema: ‘Qual a prevenção das Hepatites virais?’. Os cinco melhores trabalhos serão escolhidos por um corpo de jurados da Índia e premiados com a viagem. “Naturalmente, vai haver uma disputa porque os indianos adoram o futebol brasileiro”, afirma. O lançamento oficial do projeto será dia 8 de fevereiro, na Índia.

 

Campanha contra as hepatites na Copa

 

De olho na grande quantidade de turistas de todo o mundo que irá chegar ao Brasil para acompanhar a Copa do Mundo, a Organização Não Governamental (ONG) ‘C Tem que saber, C tem que curar’, também está lançando o projeto ‘Bola começa com B e Copa começa com C’, que vai intensificar as campanhas visando evitar novas contaminações pelos tipos B e C da Hepatite nas doze capitais que vão sediar jogos da competição.


A partir de fevereiro deste ano, a ONG irá visitar uma capital por mês e entregar a funcionários das secretarias municipais de saúde cartilhas contendo informações sobre os dois tipos da doença, que acometem cerca de 550 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Somente no Brasil, estima-se que cerca de 3 milhões de pessoas sejam portadoras da Hepatite C. Contudo, menos de 12 mil são tratadas por ano, o que resulta em 12 mortes por dia.


“O objetivo é capacitar, treinar e atualizar os funcionários dos programas de DST, Aids e Hepatites dos municípios para um programa perene que vai ser posto em prática em 2014”, explica. “Nós vamos também, aproveitando a viagem, fazer o teste rápido de ponta de dedo da Hepatite B e também Hepatite C nos trabalhadores que estão construindo os estádios de futebol nas doze capitais para dar uma visibilidade ao projeto”.


Esse programa para 2014, segundo Martucci, prevê a distribuição de cartilhas com orientações sobre prevenção contra as Hepatites B e C, em vários idiomas, nos aeroportos, hotéis, táxis e estádios de futebol. “Quando chegar a Copa do Mundo, em 2014, nós vamos ter nas doze capitais cerca de 1 milhão de turistas de todo o mundo”, estima. “Se o material didático da prevenção das Hepatites B e C for distribuído durante a Copa, você pode evitar até 200 mil novas contaminações”.