09 de julho de 2026
Nacional

Ministros avaliam situação das chuvas

Folhapress
| Tempo de leitura: 4 min

Rio - As chuvas que atingem a região Sudeste fizeram o governo federal mobilizar ontem cinco ministros para avaliar a situação dos Estados mais afetados pelas enchentes, principalmente Minas Gerais.


A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, comandou no começo da noite de ontem uma reunião com os titulares da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho; da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante; dos Transportes, Paulo Passos; e da Saúde, Alexandre Padilha, na sede do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), em Brasília.


Também participaram da reunião o secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, e um representante do Ministério da Defesa.


Os ministros deverão fazer um levantamento da situação das chuvas e das medidas que estão sendo tomadas para auxiliar as cidades atingidas. O balanço será apresentado à presidente Dilma Rousseff hoje, em audiência que deve reunir Gleisi e Bezerra.


Por causa das chuvas, Gleisi e Bezerra Coelho interromperam as férias e voltaram a Brasília no começo da semana para acompanhar a situação do Sudeste. Dilma também antecipou o retorno do recesso para coordenar as ações do governo para o enfrentamento das enchentes.



Minas

 

Minas Gerais é o Estado que mais registra prejuízos com as chuvas até agora, com 103 municípios em estado de emergência em decorrência dos estragos causados pelas enchentes e deslizamentos. De acordo com a Defesa Civil mineira, 12 pessoas morreram desde outubro, início do período chuvoso -dez das vítimas morreram em janeiro. Há 906 pessoas desabrigadas em todos o Estado e quase 12 mil desalojados.



Volume


Apenas nos seis primeiros dias do ano, Belo Horizonte recebeu um volume de chuva que representa 77% da média histórica de janeiro. Segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), na semana passada choveu 228,7 milímetros na capital mineira, enquanto o esperado para todo o mês 296,3 milímetros. A cidade é uma das 103 do Estado que decretaram situação de emergência desde o início do período chuvoso, em outubro do ano passado.


E a defesa civil mantém estado de alerta, pois, devido a uma frente fria estacionada sobre Minas Gerais, há risco de novas tempestades até terça-feira nas regiões metropolitana da capital, central, leste, sul e no Campo das Vertentes e Zona da Mata. De acordo com a Cedec, são esperados 100 a 150 milímetros de chuva nos próximos dias.


É nesta última região que está localizada Ubá, cidade que já havia decretado situação de emergência e foi castigada por nova tempestade na noite de sábado (7). De acordo com a Cedec, a chuva causou a elevação do nível do ribeirão de mesmo nome do município e várias áreas urbanas e rurais foram inundadas. Também ocorreram deslizamentos de encostas que causaram a interdição de algumas vias da cidades, mas, a princípio, não há registro de vítimas.



Rio de Janeiro


O deslizamento de duas barreiras em duas estradas, durante esta madrugada, interrompeu o trânsito e a ligação entre os municípios de Campos dos Goytacazes e Cardoso Moreira, no norte do Rio.


De acordo com o secretário de Defesa Civil de Cardoso Moreira, Juarez de Rocha, a previsão é que a estrada fosse liberada no final da tarde de ontem.


“Todas as nossas máquinas estão trabalhando lá’’, disse Rocha.


Por causa dos deslizamentos, nas localidades de Baú e Valão do Pires, os motoristas têm que percorrer mais 200 quilômetros para fazer o trajeto entre os dois municípios, distantes 60 quilômetros. O desvio está sendo feito pelo município de Bom Jesus de Itabapoana.


Desde o rompimento da BR-326, na última quinta-feira, as duas vias eram as principais ligações entre os municípios.



Alerta


Os municípios de Cardoso Moreira, Laje do Muriaé, Itaperuna e Italva, no norte e noroeste fluminense, entraram em estado de alerta máximo hoje. A indicação é do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).


A região é cortada pelo Rio Muriaé, que voltou a encher com a chuva desta madrugada. O volume de água chegou a 100 milímetros.


Laje do Muriaé, Itaperuna e Italva, entraram também em estado de alerta máximo para deslizamentos, além de cheias. O volume de água também voltou a subir nos rios Paraíba do Sul, Carangola, Pomba e Itabapoana.


Em Campos de Goytacazes, no norte do estado, também choveu na madrugada, mas não há indicação de alerta máximo. A chuva causou alagamentos em alguns bairros do centro, mas a água já escoou “, afirma major Joaquim Silva, assessor técnico da Defesa Civil do município. O nível da água da localidade de Três Vendas, baixou 20 centímetros de sexta-feira para anteontem. Segundo o major, não houve alteração ontem.