09 de julho de 2026
Esportes

Noroeste: Ídolos relembram glórias do passado


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Três atletas que marcaram época vestindo o Manto Alvirrubro nas décadas de 1950 e 1960 visitaram o Esporte Clube Noroeste na última semana. O encontro dos ex-jogadores começou na manhã de sexta-feira (6), quando José da Silva, o Maneca, esteve no clube. Com 78 anos e residindo em Ribeirão Preto, Maneca foi meia esquerda e jogou em clubes como São Paulo, Comercial e XV de Piracicaba, mas foi no Noroeste que viveu o melhor momento da carreira. Ele jogou no Alvirrubro no final dos anos 50 e início dos anos 60, atuando como titular no inesquecível time do Campeonato Paulista de 1960, que terminou o Estadual na quinta colocação.

Durante a visita ao Alfredo de Castilho, ao lado do filho Betinho, Maneca relembrou momentos marcantes, como o jogo de inauguração do atual estádio, em 5 de junho de 1960, quando o Noroeste venceu o Palmeiras por 3 a 2, e uma outra partida contra o Alviverde em que o Noroeste venceu por 2 a 0 com atuação de gala de Maneca. "Foi um jogo aqui em Bauru, com casa cheia, vencemos por 2 a 0 e tive a honra de fazer os dois gols do Noroeste e ainda perdi um pênalti, no gol dos eucaliptos", lembrou Maneca, ao lado do atacante Zé Carlos Coelho, autor do primeiro gol marcado no atual Estádio Alfredo de Castilho.

Zé Carlos, que começou a carreira na Portuguesa de Desportos, veio para o Noroeste e fez história com a camisa vermelha e branca. Residindo até hoje em Bauru, Zé Carlos explicou que sempre fala com Maneca por telefone, porém há mais de 15 anos não via o amigo pessoalmente. "Aquela época foi muito boa, foram momentos marcantes. Me lembro de uma ocasião em que ele (Maneca) comprou uma lambreta e apareceu com ela aqui no Noroeste, aquilo na época era uma novidade, e o então presidente do Noroeste, Darcy César Improta, o proibiu de andar com a lambreta com medo que o Maneca se machucasse no meio do campeonato", explicou Zé Carlos, com muito bom humor.

Ele falou ainda sobre a amizade com Maneca. "Curiosamente somos da mesma cidade, Batatais (na região de Ribeirão Preto), e acabamos jogando juntos no Noroeste. Foi uma época muito boa, pelos resultados que a equipe obteve, mas principalmente pela amizade que todos tinham naquele time, muitos atletas ficavam anos no clube, a amizade entre os jogadores era grande", destacou o ex-atacante noroestino.

Um pouco mais tarde, quem visitou o Estádio Alfredo de Castilho para rever Maneca foi o ex-lateral-esquerdo Gualberto, que também continua morando na Cidade Sem Limites. João Gualberto Pires jogou por cinco anos no Noroeste, entre 1960 e 1965, quando encerrou a carreira prematuramente devido a uma lesão. "Foi em um jogo em Bauru contra o São Bento de Sorocaba, pelo Campeonato Paulista de 1965, eu estava com 26 anos. O Noroeste precisava vencer a partida para não correr risco de rebaixamento, e eu estava com uma distensão muscular. Pela importância do jogo, atuei durante boa parte do tempo, vencemos a partida, mas depois a lesão se agravou e tive que encerrar a carreira. Ainda continuei no clube por mais seis anos como funcionário", lembrou. Depois de encerrar a carreira nos gramados, Gualberto se formou em Educação Física e foi professor da Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru.