?Foco do DAE
O Departamento de Água e Esgoto (DAE) focou suas ações em obras de interceptores de esgoto a partir de 2005, ampliando a distância que já existia entre a demanda por abastecimento e a velocidade - menor - dos investimentos em estrutura de armazenamento e produção de água. Os poços até hoje não contam nem com telemetria. Em alguns casos, já é demais a produção suportar tanto tempo sem manutenção e monitoramento adequados.
?Foco de gestão
O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) tem razão quando, no último final de ano, ao anunciar Fábio Lara como novo presidente na autarquia, avaliou que "é preciso mudar tudo no DAE e não só o presidente, fazer uma mudança geral de procedimentos, posturas e pessoas". A questão é que o mesmo Rodrigo optou por deixar que o DAE fosse aparelhado politicamente, sob o comando do PR, desde 1 de janeiro de 2009...
?Dinheiro tem
É falácia a repetição pelo governo local de que o DAE não tem dinheiro. O acumulado dos últimos anos do orçamento mostra superávit em todos os balanços. Além disso, mesmo não repassando a inflação sobre os custos da tarifa, em 2010 o DAE fechou o balancete com R$ 4,8 milhões acima da lei orçamentária. Se estão fazendo orçamento fora da realidade e não enfrentando o problema de custo da produção da água por metro cúbico em Bauru é outra história.
?Mais dinheiro
Já dissemos neste espaço, mas não custa repetir, que além dos superávits financeiros, o DAE conseguiu extras para os próximos anos, como os R$ 16 milhões do acordo de dívida que será depositado pela prefeitura em 20 anos, os R$ 6 milhões de investimentos adicionais vindos da partilha do Refis (promessa de Rodrigo) e mais R$ 12 milhões garantidos na lei orçamentária de 2012 (já previsto novo aumento de tarifa com repasse da inflação neste ano). Falta é gestão e as mudanças prometidas.
?Na Promotoria
Vigilante no cumprimento do dever constitucional de fiscal da lei, o Ministério Público novamente deu guarida às dificuldades do Conselho de Fiscalização do Fundo de Tratamento de Esgoto em relação a divergência ou falta de informações na prestação de contas do setor. É chegada a hora de estagnar a prática de balanços não refletirem extratos bancários no uso de dinheiro público. A caneta do promotor é quem fará a diferença nesse inquérito!
?Polícia comenta
O comandante interino do 4º BPM/I, major Airton, comentou ontem a nota "Polícia na contramão", de ontem. Ele diz que na quarta-feira, dia 04/01/2012, "ocorreu o acidente com uma viatura que tentou fazer a conversão não permitida da avenida Rodrigues Alves para a rua Araújo Leite, para apoiar outra viatura que estava abordando três pessoas, sendo instaurado sindicância e inquérito policial militar para apurar todas as circunstâncias".
?Na contramão
No acidente citado pelo comando da PM, a viatura acabou em colisão com uma moto que fazia seu percurso regular pela avenida. Quanto a outra viatura, que desceu um trecho da rua Rio Branco à 0h15 da última segunda-feira, a Polícia Militar informa que também está apurando o caso, mas que necessita de dados adicionais para levantar o episódio (que obviamente não foi comunicado pelos policiais). A pronta verificação mostra reação institucional adequada e responsável do comando.