07 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Chuvas e mais chuvas


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Sai ano, entra ano a história se repete: as chuvas chegam, deixando rastros de destruição. Foi o que ocorreu na região serrana do Rio, no ano passado - início do mandato da atual ?presidenta? - quando centenas de vidas se perderam. Sensível à dor da população, D. Dilma prometeu que a prevenção aos desastres naturais seria prioridade. O que foi feito, efetivamente?

Tomamos conhecimento que 90% de recursos destinados à prevenção de catástrofes foram destinados a uma única região, não por acaso ?curral? eleitoral do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. Ante essa revelação, a ?presidenta? convocou a Ministra Chefe da Casa Civil, Gleisi Goffmann a cuidar dos repasses.

Por outro lado, o Ministério das Cidades, não empenhou recursos no valor de aproximadamente R$ 500 milhões, porque o Ministério do Planejamento não autorizou o gasto, por se tratar de emendas parlamentares. A atual notícia é que o governo federal vai enviar especialistas para as cidades de Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo com maiores riscos de inundações e deslizamentos de terra, para verificar no local a necessidade da retirada de moradores. Esse grupo trabalhará na resposta aos alertas de emergência emitidos pelo centro de Alerta de Desastres Naturais, órgão que funciona desde dezembro no Ministério de Ciência e Tecnologia.

Enquanto esse batalhão de nababos públicos (Ministérios das Cidades, Integração Nacional, Planejamento, Casa Civil, Ministério de Ciência e Tecnologia) ?abdica? do conforto de suas ?merecidas? férias, sob a batuta da ?presidenta?, o povo é tangido (sirene) como gado a deixar suas casas nas encostas, como se tivessem para onde ir. É ou não é muita gente ?competente? para cuidar da prevenção de catástrofes?

Aparecida Dileide Gaziolla