?Peixe morto I
Quando o JC investigou e apontou que o Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE) estava sendo achacado com a contabilização de despesas fora de seu propósito, em 2010, alguns riram, outros desdenharam e outros, ainda, consideraram a denúncia "exagero". Mas o fundo criado em 2005 e pago todo mês pelo bauruense deve, apenas, financiar despesas com interceptores e ligadas à estação de tratamento de esgoto. Pagaram por peixe morto e até multa da Cetesb com verba do fundo!
?Peixe morto II
O tempo demonstrou que não só os desvios de finalidade, infelizmente, se confirmaram como a apuração foi fundamental para que o uso dos recursos sofresse regulamentação, aqui sendo relevante ressaltar o esforço e empenho dos membros do Conselho de Fiscalização, composto por integrantes da sociedade civil, e a intervenção da Promotoria.
?Efeito pedagógico
A série de reportagens sobre desvio de finalidade no fundo de esgoto, como aconteceu em publicações dos últimos dois dias, gera, no mínimo, efeito pedagógico, fazendo com que o ânimo da constante vigilância coloque cada ação em seu devido lugar. Se o DAE não demonstrou transparência, nem eficiência, para controlar e pagar recursos de R$ 200 mil em indenizações, como estará apto a gerenciar R$ 120 milhões (custo da estação de tratamento)?
?Eterna vigilância
O agente público não tem de reagir de forma negativa a publicações que discutem a correta aplicação de recursos. A questão é compreender que a democracia vai bem quando o sistema de freios e contrapesos funciona e, sobretudo, quando o pêndulo não recai sobre um lado apenas. Vigiar e discutir a correta e eficiente aplicação de recursos públicos deveria ser obrigação e não motivo para cara feia.
?Setor de ortopedia
As informações do relatório preliminar levados à Procuradoria Federal em Bauru dão conta de que a ocorrência de fraude no setor de ortopedia do Hospital de Base (HB) tende a tomar dimensões (em volume de faturamento) maiores que o caso bucomaxilo. O relatório completo, com cruzamento de informações entre faturas e procedimentos SUS sai em abril.
?Caminhão-pipa
Enquanto restaurantes sofriam com a falta de água potável nos últimos dias, sobretudo na região central de Bauru, a Câmara Municipal recebia um caminhão pipa encomendado junto ao Departamento de Água e Esgoto (DAE). A escassez de água em várias regiões e o desabastecimento sempre que rompe um ponto do sistema já é de anos.
?Casa tem goteira?
Revoltado, um funcionário do sistema de saúde municipal ligou para a redação para reclamar que a novíssima Unidade de Pronto Atendimento (UPA) instalada no Jardim Bela Vista já conta com várias goteiras. Ele estava indignado com a existência de problemas em uma obra tão nova que o cheiro da tinta nem saiu ainda do ambiente completamente... A UPA tem investimento do governo federal de mais de R$ 2 milhões.