09 de julho de 2026
Nacional

Chuva já matou ao menos 38 no Sudeste


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Rio - As fortes chuvas que atingem a região Sudeste do País desde o início do ano já deixaram ao menos 38 mortos, revivendo o medo de mais deslizamentos de terra e inundações que mataram 900 pessoas na região Serrana do Rio de Janeiro no ano passado.

No município fluminense de Sapucaia, as buscas às vítimas dos deslizamentos de terra terminaram na noite desta quinta-feira, depois que a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros encontraram os corpos dos últimos dois desaparecidos, afirmou o prefeito Anderson Zanon.

Com isso, o número de mortos pelas chuvas no Estado do Rio de Janeiro subiu para 23, sendo 22 pessoas apenas em Sapucaia, vítimas de deslizamentos de terra e desabamentos desde o início da semana.

Segundo Zanon, serão necessários pelo menos R$ 1,5 milhão para realocar cerca de 50 famílias que têm casas em locais de risco.

Essa é a maior tragédia de Sapucaia, que fica no Centro-Sul do Rio e faz divisa com Minas Gerais, onde moram cerca de 19 mil pessoas. "Vai ser difícil esquecer essa tragédia", disse.

Em todo o Estado do Rio, quase 13 mil pessoas estão desalojadas e outras 3.400 desabrigadas, segundo o último boletim da Defesa Civil.

Dois diques de contenção no Norte fluminense, um em Cardoso Moreira, no domingo, e outro em Campos, na quinta-feira passada, se romperam em consequência do aumento do nível do rio Muriaé por conta das fortes chuvas, alagando mais de mil casas na região.

Em Minas Gerais, subiu para 153 o total de municípios que decretaram situação de emergência devido às chuvas que afetam o Estado desde meados de outubro. Já são 15 mortos, três desaparecidos, ao menos 45 mil desalojados e quase 3.200 desabrigados, segundo dados da Defesa Civil local.

No Espírito Santo, eram oito municípios em situação de emergência até terça-feira, sem o registro de mortes, informou a Defesa Civil. Três pessoas estão desaparecidas no Estado.

O governo federal anunciou na quarta-feira a liberação de R$ 75 milhões para Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, os Estados mais afetados pelas chuvas de verão que já deixaram ao menos 38 mortos na região.

 

Ministro sobrevoa áreas de risco

Rio - As Forças Armadas estão mais preparadas para auxiliar vítimas de desastres naturais do que há um ano, quando centenas de pessoas morreram no Rio por conta das chuvas de verão. A afirmativa é do ministro da Defesa, Celso Amorim, que se reuniu ontem com o comandante militar do Leste, general Adriano Pereira Júnior, no Rio, para avaliar a situação da chuva que atingiu os estados do Rio, Espírito Santo e de Minas.

"Claro que sempre existe alguma carência, sempre seria bom ter mais.

Mas acho que estamos muito mais preparados do que no ano passado e um elemento essencial, por exemplo, é o lançamento de pontes. O sistema de alerta também está funcionando melhor, o que possibilitou evitar algumas tragédias.’’

Em seguida, Amorim participou de um sobrevoo sobre as áreas de risco de Sapucaia, no centro-sul fluminense,de Itaipava, Friburgo, Petrópolis e São José do Vale do Rio Preto, na região serrana.