08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Nossos mandantes


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Não podemos censurar um erro cometido por alguém quando já cometemos o mesmo erro. Não podemos reprovar o procedimento indigno de uma pessoa quando já procedemos de maneira idêntica. Nossa consciência, acima de qualquer tribunal, nos condenará diante de faltas cometidas e camufladas, assim como nos absolverá, mesmo quando condenados pela sociedade, se não devemos a falta a nós imputada.

Para termos moral de chamar a atenção de alguém, devemos ser corretos em nossos procedimentos não dando margem a nenhum tipo de erro, o que é difícil de acontecer em razão de sermos humanos e, portanto, imperfeitos.

Aqueles que ocupam cargos de chefia dentro de uma empresa, principalmente naquelas de grande porte, devem-se manter atentos para não cometerem os chamados erros crassos, para podermos chamar a atenção de seus subordinados quando incorrerem em faltas, principalmente, graves, uma vez que o exemplo deve vir de cima.

Se cairmos em descrédito perante aqueles que nos devem audiência de seus atos profissionais em razão de nossas falhas sistemáticas, de nossos desmandos, de nossas responsabilidades, de nossa deseducação, de nossa incompetência moral e profissional e sobretudo pela prática contumaz de atos que deponham contra a nossa dignidade de homens probos, seremos irremediavelmente desrespeitados, ridicularizados, e conseqüentemente sem nenhuma moral para chamar a atenção de quem quer que seja, sob o risco de termos nosso procedimento indecoroso atirado em nossos rostos sem nenhuma atenuante e nenhuma possibilidade de defesa.

Restar-nos-á a vergonha de termos de ficar calados e indefesos e sem nenhuma autoridade para punirmos o ofensor.

Sendo assim, o que esperar-se de um Ministro que tem a sua Carteira nacional de Habilitação cassada por excessos de multas por dirigir em alta velocidade e, também, por dirigir falando ao celular? Nada.

Agora vêm dizer que ele errou e está sendo punido, freqüentando aulas de reciclagem. Estão tentando tapar o sol com a peneira. Estão tentando explicar o inexplicável.

É inadmissível tal procedimento, justamente de quem devia primar pela postura correta que deve dignificar e tornar respeitável uma autoridade que ocupa um cargo de tamanha importância.

O respeito não é inato ao homem. O respeito é algo que se impõe pela postura, pela conduta ilibada de uma pessoa respeitante às normas do bom-senso e da cidadania.

O homem é fruto do meio. Aquele que não teve uma boa educação na infância não vai respeitar normas nem limites quando adulto. Considera-se o todo poderoso, principalmente quando se torna, não sei por que vias, Ministro.

Receba, pois, senhor Ministro dos Transportes, a reprovação de todos os brasileiros, decentes, honestos, trabalhadores e honrados porque esse brasileiro ainda existe!

Edson de Oliveira