São Paulo - Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que as famílias mais vulneráveis, do ponto de vista econômico, se concentram nas áreas rurais de Alagoas, Maranhão, Piauí e no interior de Estados como o Ceará e Pernambuco.
O estudo "Vulnerabilidade das Famílias" foi realizado entre 2003 e 2009 e considerou a variação de dimensões sociais e econômicas no período. Segundo o instituto, ligado à Presidência da República, o estudo leva em conta a capacidade das famílias brasileiras de reagir às dificuldades de dimensão social e econômica.
Entre os exemplos citados pelo coordenador do estudo, Bernardo Furtado, na apresentação dos dados, estão a restrição do acesso a oportunidades de maneiras diversas, seja pela qualidade inadequada da habitação em si ou de sua localização, pelo acesso dificultado a uma vaga no mercado de trabalho, pela falta de acesso à educação ou ainda pelos efeitos da falta de conhecimento na prevenção e profilaxia da saúde.
O índice de vulnerabilidade das famílias foi medido com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e leva em conta seis dimensões: vulnerabilidade social, acesso ao conhecimento, acesso ao trabalho, escassez de recursos, desenvolvimento infantojuvenil e condições habitacionais.
Em 2009, o indicador em 2009 registrou avanço de pouco mais de 14% em relação à média de 2003. Para o coordenador do estudo, Bernardo Furtado, mesmo regionalmente, o índice apresentou melhora como um todo.
Ele observou, no entanto, que o Nordeste mantém os maiores valores em termos absolutos, ao passo que a região Norte apresenta a menor evolução dos indicadores no período.
Na região Nordeste, o índice de vulnerabilidade teve maior decréscimo no Maranhão (17,7%), seguido da Bahia (16,3%), do Piauí (15,9%), Rio Grande do Norte (14,8%), Ceará (14,5%), de Pernambuco (14,3%), Alagoas (12,8%) e da Paraíba (12,3%).