08 de julho de 2026
Esportes

Noroeste: Knevitz aprova último teste


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"Ainda não está pronto". Foi assim que o técnico do Noroeste, Amauri Knevitz, definiu o time que encerrou ontem com vitória por 4 a 0 diante do Osvaldo Cruz, sua curta fase de testes antes da estreia na Série A2 do Campeonato Paulista, dia 25, contra o América de Rio Preto, fora de casa.

Depois da pré-temporada realizada em Pederneiras, o Alvirrubro se re-encontrou com o estádio Alfredo de Castilho diante de um fraco adversário que, antes, ainda em sua preparação para a Série A3, já havia perdido de 7 a 3 para o Penapolense. "Foi bom como preparação para o campeonato, foi um adversário bom. E é importante trabalhar em casa", comentou o treinador alvirrubro.

Como já era de se esperar, Knevitz usou o trabalho para fazer algumas alterações na formação que enfrentou o XV de Jaú ainda em Pederneiras (vitória por 2 a 0). Destaque para as entradas dos meias Romarinho, recém-chegado da disputa da Copa São Paulo de Futebol Junior, e o atacante Rafael Silva, emprestado junto à Portuguesa. "Desde o primeiro treino que vi dele (Romarinho), antes da pré-temporada, já pensava em contar com ele. É um menino que temos observado e é um potencial, um jogador de futuro muito bom. É um menino que é fruto do trabalho da base do Noroeste e esperamos poder contar com ele até como titular". Assim, na primeira etapa, o Noroeste começou com Nicolas; Bira, Thiago Jr., Marcelinho e Velicka; Everton Garroni, França, Juninho e Leandro Oliveira; Romário e Boka. Rafael Silva entrou no segundo tempo, e foi bem.

Knevitz também usou o jogo-treino para testar Velicka, meio-campista de origem, na lateral da esquerda. "Como agora eu ganhei mais o Romário, posso trabalhar com o Velicka na lateral, recuar o Garroni (volante) como terceiro zagueiro e jogar o Velicka de ala na esquerda. É um jogador que me dá mais opções sem precisar fazer alterações. Posso sair do 4-4-2 para o 3-5-2", explica o técnico.

Ao longo da partida, Knevitz promoveu nove alterações na equipe, colocando Mizael, Alexandre, Rafael Silva, Betinho, Roberto, Yuri, Daniel Grando, Neto e Kasado nos lugares, respectivamente, de Bira, Romário, Leandro Oliveira, França, Boka, Nicolas, Velicka, Marcelinho e Juninho.


O jogo

O jogo-treino, disputado no estádio Alfredo de Castilho, começou com o Noroeste indo para cima do adversário. As principais ações ofensivas eram da equipe bauruense, que abriu o placar aos 29 minutos, em cobrança de falta do meia Leandro Oliveira. O Norusca quase chegou ao segundo gol com Velicka, em nova cobrança de falta aos 35.

No segundo tempo, o Noroeste já começou atacando. Aos dois minutos, Juninho cobrou falta, e mandou a bola rente à trave esquerda. Cinco minutos mais tarde, novamente Juninho partiu pela esquerda e cruzou rasteiro para Boka deixar o seu e fazer 2 a 0. O atacante noroestino ainda teve mais uma chance aos 15 minutos, mas concluiu em cima do goleiro. Aos 23, Juninho acertou o travessão em cobrança de falta e, no minuto seguinte, Velicka aumentou o marcador. O meio-campista que atuou na lateral, recebeu lançamento de Marcelinho e concluiu com categoria para as redes, tocando na saída do goleiro.

Aos 37, o volante Everton Garroni chutou forte de dentro da área, sem chances para o goleiro, fechando o placar: 4 a 0.


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?Estou louco para ter dor de cabeça?

No jogo-treino de ontem, Amauri Knevitz mostrou e confirmou, em entrevista coletiva, que o time que tentará o retorno à elite do Estadual "ainda não está pronto". E ele sabe que o caminho será árduo. "Precisamos melhorar muito, sabemos disso. Eu creio que até lá vamos conversar bastante, trabalhar bastante, e organizar o time. Precisamos buscar as primeiras colocações e andar entre os primeiros".

O treinador ressaltou que a situação desse ano é bem diferente da que viveu quando assumiu o Noroeste em 2010, na campanha do Centenário, que culminou no acesso à Série A1. "A realidade é outra. (Hoje) chegamos perto do campeonato e não temos um time definido. Precisamos ainda de contratações. Ali (em 2010) fazíamos uma lista para jogar e ainda sobravam opções com condições de entrar. Hoje a situação é diferente, não tem como fugir. Quando disse que o time subiria (em 2010), sabia que aquele elenco subiria, comigo ou sem. Agora como já disse, vim para terminar o que comecei".

Apesar de manter o discurso de tentar o acesso, Knevitz é sincero ao lembrar que o tempo de preparação do time pode atrapalhar, e muito. "A vontade é de subir. Mas dessa vez o tempo foi escasso. Apesar disso, pensamos em acesso, é claro. Não tem sentido pensar em outra coisa".

Knevitz comemorou as alterações que pôde fazer no time, como a entrada de Rafael Silva, que será emprestado pela Portuguesa e, mesmo sem ser apresentado oficialmente, já trava uma briga no ataque com Daniel Grando. "Eu estou louco para ter esse tipo de dor de cabeça. Temos um grupo muito pequeno e ele (Rafael) trabalha diferente do Oliveira, do Velicka e do Romário. Com o Rafael, o desenho fica o mesmo mas com mais agressividade".

Sobre reforços, Knevitz foi, mais uma vez, simplesmente "curto e grosso": "Não vou nem dizer em termos de qualidade. Falamos em quantidade. Nunca conseguimos ter 25 jogadores de linha e três goleiros na pré-temporada. O time está mais ou menos encaminhado, mas em relação ao grupo, ao elenco, precisamos nos reforçar, pois não temos jogadores para suprir eventuais lesões e suspensões", conclui.


Sobre a estreia

Ainda falando sobre a estreia do Norusca na A2, Knevitz voltou a deixar claro as reais condições do clube e minimizou um possível fracasso: "Se a gente jogar em casa e tiver um time bem compactado é bom estrear em casa. Mas começar fora, como não estamos com time pronto em nível de competição, também é interessante, pois podemos ir com a resposta pronta: ?perdemos, mas perdemos fora de casa?. Não que seja isso que queremos. De um jeito ou de outro, jogando mais bonito ou mais feio, vamos jogar para ganhar", comenta.