?Galerias pluviais
A Prefeitura de Bauru anunciou ontem a retomada da implantação de galerias de águas pluviais no Jardim Silvestre, região leste da cidade, serviço que sofreu interrupção por conta das festividades de final de ano, além da temporada das chuvas. Por lá estão sendo construídas caixas de centro e bocas de lobo, na Rua Vicente San Romão. Espera-se que o serviço seja realizado por inteiro, evidentemente, e com qualidade.
?A empreiteira
As obras de galerias estão "travando" o plano de asfalto previsto para 30 diferentes bairros da cidade, como divulgamos ontem no JC. A empresa Demop Participações Ltda, da capital paulista, ganhadora da licitação para a implantação de 30 quilômetros de galerias de águas pluviais, num investimento aproximado de R$ 10 milhões, tem deixado a desejar em suas obrigações.
?Tem terceirização?
Além de fazer cumprir o contrato, com a aplicação dos dispositivos jurídicos pertinentes, a administração municipal tem de esclarecer se o uso de macacões com o nome Fortuza, como em serviços da Demop na Vila Nipônica, significam ou não descumprimento do contrato por terceirização não autorizada. Que a vitrine eleitoral do plano de asfalto não se sobreponha à aplicação da lei.
?Virada Cultural
O secretário municipal de Cultura, Elson Reis, reforçou ontem, em São Paulo, pedido para que Bauru retome a sede da Virada Cultural. No último ano, a cidade foi preterida por interjeição política, com o evento daqui sendo deslocado para Botucatu (SP). Que o critério técnico, cultural e geográfico volte a ditar o critério de escolha.
?O financiamento
O JC revelou, ainda no início de 2011, que a Prefeitura de Bauru não tinha mais margem legal para solicitar endividamento. Bastava, na oportunidade, incluir a dívida com o DAE (lançada por absurdos R$ 82 milhões e fechada a R$ 16 milhões por depuração exclusiva feita pelo Jornal da Cidade) e os furados projetos de autorização de compra de títulos para quitar execuções da Cohab (cujo total de curto prazo já atinge R$ 200 milhões).
?Verba do esgoto
Por esta e outras razões o prefeito Rodrigo Agostinho nem perdeu energia para elaborar projeto de lei para pedir financiamento para construir a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Além do obstáculo legal, ele contava, como ainda hoje, com ampla rejeição a alternativa. Agora ele ensaia, de forma miúda, aos poucos, retomar a tese da concessão.
?Projeto executivo
Mas a maior missão das últimas décadas do papel de fiscalização da Câmara, pelo tamanho do custo, ainda não foi iniciada. Os vereadores têm a obrigação de revisar, analisar e depurar o memorial descritivo e os custos e quantidades lançadas para a construção da tal ETE do Distrito Industrial I. O projeto está nas mãos do prefeito desde março de 2011. Vai fazer um ano e ninguém o avaliou ainda... Por quê?
?E a consultoria?
Outra obrigação que a Câmara terá de decidir é pela contratação de auditoria, ou mesmo consultoria, para avaliar o conteúdo da milionária carteira de investimentos da Fundação de Previdência (Funprev). Como o relatório final da CEI aguarda o retorno do recesso, em fevereiro, eis uma pendência que recairá sobre as mãos do presidente Roberval Sakai (PP).