11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Copom reduz Selic para 10,50% e deixa futuro aberto

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Em seu primeiro encontro do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira reduzir a Selic em 0,50 ponto percentual, para 10,50 por cento ao ano. Trata-se do quarto corte seguido dessa magnitude, em um movimento iniciado em agosto passado, e amplamente esperado pelo mercado.

"Ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012", disse o Copom ao anunciar a decisão, repetindo o comunicado de sua última reunião.

Desde agosto passado o Copom vem reduzindo a Selic em 0,50 ponto percentual, somando agora um queda de 2 pontos percentuais, para não deixar a economia esfriar.

A argumentação básica tem sido de que o cenário internacional, sobretudo por conta das turbulências na Europa, é desinflacionário para o Brasil. Isso porque, com as grandes economias na região ainda patinando, a demanda mundial acaba perdendo força, com consequências para o Brasil.

Pesquisa da Reuters mostrou que todos os 31 analistas consultados previam um corte de 0,50 ponto da Selic agora. No entanto, não havia consenso sobre os próximos passos.

Para o fim de 2012, a maioria estimou que a Selic ficaria em 9,50 por cento, com mais quedas de 0,50 ponto percentual cada nas reuniões seguinte do Copom, em março e abril. Mas as previsões variaram de 9 a 11 por cento no final do ano.

A repetição do comunicado pelo Copom nesta quarta-feira, segundo especialistas, deixa as portas abertas para os próximos passos de política monetária. As previsões são de que, no encontro de março, outro corte de 0,50 ponto percentual na Selic deve ocorrer.

"Ele (BC) não quer se amarrar com a possibilidade de encerrar esse ciclo de afrouxamento monetário antes", afirmou a economista e sócia da consultoria Tendências Alessandra Ribeiro, para quem, em abril, a Selic atinge 9,50 por cento e fica em 9,50 até o final do ano.

"E por quê? Tem duas questões: primeiro o cenário internacional, que ainda continua volátil e incerto, e o segundo ponto que é crucial para ele é o ritmo de recuperação da atividade econômica", acrescentou.