08 de julho de 2026
Nacional

Ministério decide como será a troca de prótese de silicone em pacientes

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de reunião com entidades médicas, o Ministério da Saúde anunciou como será o atendimento às pacientes com próteses de silicone nos seios das marcas Poly Implant Prothese (PIP) e Rofil.

Para as pacientes com ruptura comprovada da prótese e com antecedente de câncer de mama, que fez uma reconstituição mamária, está garantida a troca do implante. Nos outros casos, a substituição será feita somente com indicação médica.

“Todos os pacientes sintomáticos ou os assintomáticos com alteração de exame físico e que tenham antecedente de câncer de mama deverão ser submetidos à troca das próteses (das marcas PIP ou Rofil) em cirurgia reparadora da mama. Nos demais casos – ou seja, pacientes sem diagnóstico ou histórico de câncer de mama – os resultados dos exames físicos e de imagem é que indicarão a necessidade ou não de troca dos implantes. Se confirmada a ruptura da (s) próteses (s) pelo exame de imagem, o paciente deverá ser submetido à cirurgia reparadora para a troca dos implantes mamários”, diz o protocolo acertado entre o governo e os médicos.

Na consulta, o médico deve fazer um exame físico da paciente e também um ultrassom para confirmar se o silicone vazou ou não. Em caso de dúvida, o profissional pode solicitar também uma ressonância magnética. Todas as mulheres com próteses das marcas devem ser avaliadas, mesmo aquelas que não tenham sintomas de problemas nos implantes.

A orientação é que a paciente procure o médico e o hospital, público ou privado, onde fez a cirurgia inicial para ser examinada e fazer a troca. Se não conseguir localizar o médico ou estiver longe do hospital, a paciente deve ir a um hospital mais próximo de casa. Os planos de saúde deverão indicar a rede credenciada que prestará o serviço.

A mulher que não passar pela troca de prótese deverá ser reexaminada após três meses. Quem fizer a cirurgia, o acompanhamento é contínuo, recomenda o protocolo.

O governo já havia determinado que o Sistema Único de Saúde (SUS) e os planos de saúde devem bancar a retirada e troca das próteses, independente do motivo do implante, seja estético ou por questão de saúde.

Para saber se é portadora de um implante PIP ou Rofil, a paciente deve consultar o cartão recebido depois da cirurgia. Caso não tenha o documento, deve consultar o médico, hospital ou clínicas responsáveis pela operação, pois a marca da prótese usada consta no prontuário médico por até 20 anos.

Calcula-se que 20 mil brasileiras tenham implantes das marcas francesa e holandesa. As autoridades de saúde e os médicos não sabem quantas estariam com próteses com vazamento.