Agudos – O condutor da picape que capotou anteontem à tarde na rodovia Marechal Rondon (SP-300), em Agudos (13 quilômetros de Bauru), provocando a morte de uma pessoa e deixando outras cinco feridas, foi autuado em flagrante por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar), lesão corporal culposa e embriaguez ao volante. Por não ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH), sua infração foi agravada e ele não teve direito ao pagamento de fiança.
Conforme divulgado pelo JC, o acidente ocorreu por volta das 15h30, na altura do quilômetro 325 mais 800 metros da via, no sentido capital-interior. Todas as vítimas moravam em Agudos. O condutor do Fiat Strada, placas EVZ-2352, de Bauru, que a polícia apurou posteriormente ser o pedreiro Edenilson Aparecido Araújo, 36 anos, perdeu o controle da direção, derivou para o canteiro central e, ao tentar retornar para a pista, capotou e parou além do acostamento.
Além dele, haviam outras cinco pessoas na picape – Wesley Araújo Gusmão, 26 anos, que estava no banco dianteiro, e André Silva de Oliveira, 27 anos, Luís Gustavo Machado, 20 anos, Hamilton Ari Toniza, 50 anos, e Natalino Francisco Nogueira, 27 anos, que eram transportadas irregularmente na caçamba do veículo. Natalino não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Todas as outras vítimas foram levadas ao Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru.
De acordo com o delegado de Agudos, César Ricardo do Nascimento, Edenilson confessou que, antes do acidente, ele e os amigos estavam bebendo em um bar na cidade. "Eles falaram que beberam bastante pinga, cerveja e que estavam todos embriagados", conta. Mesmo depois de ingerir bebida alcoólica, segundo o delegado, e com o agravante de não ser habilitado, o proprietário da picape decidiu dar uma volta de carro com os amigos.
Edenilson ingressou na rodovia pelo trevo de acesso à Duratex, em direção ao trevo da entrada de Agudos, mas acabou capotando o veículo. Ele confessou a Nascimento que, além da embriaguez, estava em alta velocidade. "Ele fez o teste do etilômetro já à noite, várias horas depois e, mesmo assim, o resultado foi 1,28 miligrama de álcool por litro de ar (expelido dos pulmões)", diz. O resultado de 0,3 miligrama é suficiente para que uma pessoa seja presa em flagrante.
Segundo o delegado, Edenilson foi autuado em flagrante por homicídio culposo (pena de 2 a 4 anos de prisão) e lesão corporal culposa (pena de seis meses a dois anos de prisão). Nos dois casos, se houver condenação, a pena pode ser acrescida de um terço até a metade pelo fato do pedreiro não ser habilitado. Ele também vai responder por embriaguez ao volante, cuja pena varia de seis meses a três anos de detenção.
Após prestar depoimento, o pedreiro foi conduzido ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru, onde ficou à disposição da Justiça. "Na delegacia, o delegado pode arbitrar fiança quando a pena é até quatro anos. Se passar de quatro, não tem fiança na delegacia, ela tem que ser pedida ao juiz". A Justiça também poderá proibi-lo de tirar a CNH futuramente. A reportagem entrou em contato com o advogado de Edenilson, Alexandre Perpétuo, mas ele não atendeu as ligações.