08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A Buenos Aires oculta


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Os jornais e as televisões divulgam quase que diariamente os roubos e furtos de que são vítimas os turistas brasileiros em Buenos Aires. A maioria dos furtos se dá no uso de táxis. O taxista erra o endereço propositadamente, devolve o troco com notas falsas ou em desuso, trapaceia até mesmo em tom ameaçador.

Nos caixas eletrônicos disponíveis, é comum o aparecimento de notas falsas. Nos restaurantes é comum o acréscimo de importâncias não devidas nas notas fiscais, ou "boletos". Os trombadinhas estão por toda a parte, mormente na Calle Florida. Usam, isto em todos os lugares, de artimanhas para distrair o turista, enquanto o comparsa rouba-lhe a máquina fotográfica ou sua bolsa ou outros pertences.

Os meios usados pelos portenhos para roubar os brasileiros são bastante extensos. Há poucas décadas, quando eu era agente de viagens e, por força do ofício, ia muitas vezes a Buenos Aires, a ladroagem não era tão acintosa. Agora parece que virou epidemia. Parentes e amigos, todos, que estiveram, no ano passado, na capital portenha, foram roubados ou tiveram dissabores.

Se o leitor pretende viajar para Buenos Aires, deve tomar alguns cuidados. Eis alguns: tenha cautela ao entrar em certos bares, porque, quanto menos espera, aparece uma mulher de "vida fácil" e, sentando-se à mesma mesa, pede dois drinques e obriga você a pagá-los a um preço escorchante. Procure fazer os passeios em grupos. Os city-tours e os shows de tango podem ser comprados na portaria do próprio hotel. Não faça as suas compras no centro da cidade, onde é tudo mais caro. Vá ao centro comercial, nas ruas do "bairro Onze", ou nas ruas próximas à estação Pasteur do metrô. Tome-o na av. Corrientes, esquina da Florida. São somente cinco estações em direção a Lacroze. Por fim, se for tomar o táxi n?algum aeroporto, contrate-o, ao preço fixo, dentro do próprio aeroporto. Por fim, se for viajar até lá, aproveite a sua estada na capital cultural da América Latina. Tire muitas fotos, se é que, durante as visitações, conseguiu a proeza de manter consigo a sua valiosa máquina.

José Perea Martins, membro da ABLetras