O Brasil todo deve ter ficado perplexo diante da TV, numa noite de domingo, quando o Fantástico exibiu a matéria sobre as bombas de gasolina adulteradas que existem em determinados postos do País. Aquilo foi um tapa na cara da sociedade brasileira, porque sempre desconfiávamos, mas não tínhamos prova, não tínhamos nem se quer como reclamar, porque a coisa era feita às escondidas, na surdina. É por isso que muitos postos de gasolina não gostam de vender seus combustíveis em vasilhas, galões ou garrafinhas pet, só gostam de abastecer diretamente nos tanques dos veículos. Mas eu, como a grande maioria dos telespectadores, ficamos torcendo para que a reportagem exibisse os nomes dos postos e endereços , para que a maior punição para esses ladrões fosse a perda da clientela e, por consequência, a falência do seu negócio. Infelizmente, vivemos no país da impunidade e o maior castigo seria ter seus nomes divulgados e dos responsáveis também. E quanto àquele cidadão, o tal de Cléber Salazar, será que vai ser preso? Punido com rigor? A sociedade aguarda uma resposta.
Beto Estevão