09 de julho de 2026
Esportes

Palmeiras: Roberto Frizzo perde força no comando


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O vice-presidente Roberto Frizzo, que até pouco tempo batia no peito e dizia mandar sozinho no futebol do Palmeiras, a cada dia perde força e também o respaldo até de quem o apoiou durante as eleições no clube. A contratação do atacante argentino Hernán Barcos, pedida pelo técnico Luiz Felipe Scolari, mas feita contra a sua vontade, foi a última derrota do cartola.

Alguns conselheiros ironizam o momento do dirigente e o comparam à Rainha Elizabeth, da Inglaterra. "Ele atualmente é uma figura decorativa na diretoria. O Sampaio (César Sampaio, gerente de futebol do clube) e o Felipão são os comandantes agora", disse um sócio do clube, que votou na chapa encabeçada pelo presidente Arnaldo Tirone nas eleições do clube.

Frizzo adota publicamente a postura de fingir que nada está acontecendo. Sempre que perguntado sobre sua situação, ele diz que está tudo bem e que seu relacionamento com Felipão é bom. Por isso, nega vontade de deixar a diretoria. "Por que eu sairia? Estou bem aqui. Desafios fazem parte da vida", afirmou o vice-presidente de futebol do Palmeiras.

Como foi eleito, Frizzo não pode ser afastado do cargo de vice-presidente. O que Tirone poderia fazer é deslocá-lo para em outra área do clube, como o setor administrativo ou financeiro, afastando-o do comando do futebol. Mas o presidente palmeirense tenta amenizar a crise sem precisar remanejar o dirigente, porque Frizzo é seu aliado político e foi um dos grandes responsáveis pela vitória na eleição, por ter (ou tinha) muitos amigos entre os sócios.
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O Coritiba já avisou ao Palmeiras querer R$ 1,7 milhão para liberar o lateral-direito Jonas e exige o dinheiro à vista. A diretoria palmeirense quer parcelar o valor em pelo menos quatro vezes ou oferecer jogadores que voltaram de empréstimo e não serão aproveitados (Deyvid Sacconi, Willian e Maurício, entre outros). A negociação deve se estender até a semana que vem, mas ele é um dos reforços pedidos por Felipão.