Mais do que uma realidade, o comércio virtual, nem que seja ao menos com o anúncio de lojas ainda apenas com vendas na "sede física", tornou-se uma obrigação para empreendedores de diferenciados setores comerciais.
O "e-commerce", no entanto, está sujeito a todas as intempéries enfrentadas, principalmente por micro e pequenas empresas em estágio inicial, caso os responsáveis pelos sites de vendas não tomem determinadas precauções.
Assim como empresas de pequeno e médio porte, um site (descontados os portais de grandes magazines) corre o risco de naufragar na rede logo nos primeiros meses, advertem analistas especializados nesta modalidade comercial.
Mário Sérgio Capelosa, analista da agência bauruense do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) em Bauru, observa que a falta de planejamento estratégico, seja na parte de logística ou marketing, pode ser cruel com as lojas virtuais.
Apenas no primeiro ano de funcionamento, enumera o especialista, um terço dos empreendimentos nesses moldes naufraga. Dois terços delas afundam até o quinto ano de atividade, acentua o analista do Sebrae.
"Uma loja virtual nada mais é do que uma loja real, os clientes são reais", caracteriza. "Porém, a extensão dessa loja é o mundo inteiro", diferencia. "O portfólio de produtos e estoque deve ser muito bem administrado", acentua Mário Sérgio. "Vivemos a era do ?brick?(tijolo em inglês) versus click", ilustra.
A abrangência do catálogo de produtos e eventual falta de "pernas" para cumprir com prazos e entregas, observa o analista, são alguns dos principais entraves enfrentados pelas lojas de comércio eletrônico. A falta de noção da amplitude dos anúncios, acrescenta, dificulta planejamento e respectiva eficiência dos estabelecimentos.
Em Bauru ainda não há um levantamento específico, seja por parte da prefeitura ou do escritório regional da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), sobre quantos pontos de "e-commerce" locais iniciam ou encerram atividades.
Paulo Martinello, diretor regional da Jucesp em Bauru, salienta que ainda não há diferenciação quanto os registros tanto de lojas virtuais quanto de estabelecimentos presenciais. "Não há diferença.
São abertas tanto empresas individuais quanto S/As (Sociedades Anônimas)", ilustra. Segundo ele, a única peculiaridade entre cada estabelecimento, virtual ou não, é o ramo em que atua no campo de vendas.