Com amplitude mundial, a web, muitas vezes, pode ser traiçoeira para empreendedores virtuais. Donos de sites de vendas, ao invés de contar com os benefícios da poderosa vitrine que é a Internet, podem se sentir sufocados por ela, devido à quantidade de pedidos que podem receber sem, entretanto, terem "pernas" para atender toda a demanda.
Fora o estoque, que, em muitos casos, teria de ser maior que os amplos galpões de grandes redes varejistas ou atacadistas. Para evitar alguns transtornos, como a falta de espaço para tanto estoque, boa parte dos comerciantes digitais opta por parceria com fornecedores de longe.
Assim que o pedido é cadastrado no sistema da loja virtual, um parceiro a quilômetros de distância é contatado. Nestes casos, o comerciante digital faz o papel de intermediário entre o "atacadista" virtual e o cliente.
É a assim que o comerciante Rodolfo Fragoso Farinelli trabalha dentro do departamento de comércio eletrônico de seu estabelecimento. Atuante há seis anos em estabelecimento com sede física na parte de manutenção e comércio de computadores e periféricos de informática, ele, há aproximadamente um ano, enveredou-se também no setor de comércio virtual. No site, entretanto, a empresa de Farinelli também atua no ramo de eletrodomésticos. Os produtos, diferencia ele, assim que escolhidos pelos clientes, automaticamente são remetidos aos fornecedores para liberação imediata das encomendas.
O sistema, aprova o comerciante, tem dado certo. O site, segundo ele, anota uma média mensal de 50 pedidos, com remessas para outros Estados, incluindo a região Nordeste do País.
No entanto, apesar do otimismo, Farinelli sabe que qualquer deslize digital causará danos reais ao negócio.
Por isso, observa ele, todo cuidado é pouco. "Credibilidade leva tempo para se conquistar", conscientiza-se. "Por mais que as vendas sejam boas, é preciso estar atento aos detalhes e à confiabilidade de produtos", acentua, citando alguns problemas ? por remessa de produto ?ilegal?, ou seja, não disponível originalmente no catálogo do estabelecimento - enfrentados por uma grande rede de lojas, que, acredita, já tem o setor virtual mais lucrativo do que as filiais físicas espalhadas pelo País.
Serviço
Mais informações no site: www.sebrae.com.br