São Paulo - "Nail bar." O nome é estrangeiro, e a origem também. O modelo veio dos Estados Unidos e da Europa e, como por aquelas bandas, no Brasil também faz sucesso.
O conceito, que começa a ser difundido em São Paulo e já existe há um ano no Rio, se resume a um local onde é oferecido o serviço de manicure e pedicure, tudo cercado por drinques. Isso mesmo, enquanto as unhas são pintadas, a (ou o) cliente toma uma cerveja ou outra bebida.
Em dezembro, foi aberto um "nail bar" em Pinheiros. Em menos de dois meses, o Cosmopolish já tem, em média, 50 clientes por dia. E cerca de 40 pessoas interessadas em abrir uma franquia. Uma das sócias, Jack Cardoso, 30, diz que ainda é muito cedo para se pensar nisso. "Primeiro temos que focar na nossa loja", diz ela. Jack e a sócia, Agnes Cruz, 41, querem antes ter resultados concretos do negócio e depois pensar nas possíveis franquias.
Elas fizeram um investimento inicial de cerca de R$ 200 mil e esperam que o retorno venha em até um ano e meio. No Cosmopolish, as bebidas são servidas entre 17h e 21h. São uma cortesia, embora o preço dos serviços aumente - entre 12h e 17h paga-se R$ 25 pela manicure simples, por exemplo; depois disso, o valor sobe para R$ 27. Mas o conceito não é unanimidade no setor. Há donos de salões tradicionais que criticam. "Acho a ideia muito simpática, mas não é prática", diz Andrea Yama, 43, dona do salão Belle & Shape, no bairro Cerqueira César.
Mas quem apostou no conceito, como Flavia Sampaio, 30, diretora do espaço Beaux, aberto há um ano na Barra da Tijuca, no Rio, pensa diferente. "Costumo dizer que no nosso "nail bar’ você não só faz as unhas, mas vive uma experiência, sempre relaxante", diz ela, que é namorada de Eike Batista.